Em Alta NotíciasFutebolBrasil_POLÍTICA_economia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Associações de juízes criam obstáculo à aposentadoria compulsória como punição

Senadores avaliam PEC que tira a aposentadoria compulsória como punição; associações de juízes contestam condicionamento da perda de cargo a decisões transitadas em julgado

Em 20 anos, 126 magistrados foram punidos com aposentadoria compulsória, diz CNJ
0:00
Carregando...
0:00
  • Grupos que representam juízes articulam obstáculo à PEC que acaba com a aposentadoria compulsória como punição, tentando criar brecha para condicionamento da perda de cargo a decisão judicial transitada em julgado.
  • A proposta prevê punição em casos de faltas graves já comprovadas em processos administrativos com tramitação mais rápida.
  • Senadores resistem à defesa e evitam acatar mudanças, citando o ano eleitoral e o desgaste com a população.
  • O ex-ministro e senador Sérgio Moro apresentou emenda restringindo crimes que poderiam levar à perda de cargo, como corrupção e violência grave contra pessoa.
  • O relatório da senadora Eliziane Gama será votado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado nesta quarta-feira; ela não pretende acatar alterações.

Em meio a debates sobre a aposentadoria compulsória de juízes, militares e integrantes do Ministério Público, a proposta de abolir esse tipo de punição avança no Senado. A PEC apresentada pelo ministro do STF Flávio Dino tramita na CCJ e busca impedir a aplicação da aposentadoria compulsória como penalidade, substituindo-a por sanções administrativas mais rápidas.

Associações que representam magistrados resistem à medida e defendem condicionar a perda do cargo a decisão judicial transitada em julgado. A ideia é que a punição ocorra apenas nos casos de faltas graves com condenação em processos administrativos com tramitação mais célere.

A senadora Eliziane Gama (PSB-MA), relatora da PEC, tem trabalhado para manter o texto tal como foi apresentado, argumentando que a aposentadoria deve preservar dignidade do servidor após o cumprimento de suas obrigações, não servindo como mecanismo de desincentivo a condutas graves.

Contexto e desdobramentos

O texto anterior do ministro Dino prevê que o CNJ aplique a perda de mandato nas violações disciplinares mais graves, com a necessidade de referendo pelo STF após a decisão interna. A CCJ deve analisar o relatório nesta quarta-feira (8) e pode ou não acolher alterações.

Em paralelo, o ex-juiz Sérgio Moro; hoje senador, apresentou emenda que restringe quais crimes justificariam a perda do cargo, incluindo corrupção, favorecimento a organizações criminosas e violência grave contra a pessoa. A proposta gera resistência entre parlamentares, especialmente neste ano eleitoral.

Casos citados para ilustrar o tema aparecem na prática de algumas aposentadorias recentes. Um exemplo envolve juiz afastado por desvios de recursos, que desde a aposentadoria recebe valores médios elevados. Outros casos mencionados referem-se a acusações de assédio e conduta imprópria, usados para debater a aplicação da punição.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais