- Jonathan Rinderknecht, de 29 anos, criou-se como único suspeito a acender o incêndio Lachman; ele enfrenta três acusações de arson (conspiração para destruir por fogo) e pode pegar no mínimo cinco anos de prisão, se condenado.
- O julgamento abriu com a narrativa de que o fogo de Pacific Palisades, iniciado na véspera de Ano Novo de 2025, devastou cerca de vinte e três mil acres, destruiu milhares de edificações e deixou doze mortos.
- Os promotores afirmam que o incidentado foi motivado por raiva da sociedade e que Rinderknecht tentou esconder a origem do fogo, chegando a seguir equipes de bombeiros para gravar o trabalho deles.
- A defesa sustenta que o fogo foi causado por fogos de artifício; aponta que o réu estava no morro apenas para observar os fogos e que há testemunhas que ouviram fogos na região no momento da ignição.
- O juiz proibiu a defesa de apresentar negações sobre negligência do corpo de bombeiros; o caso inclui imagens de câmeras de segurança e gravações de áudio da ligação para o número de emergência.
Jonathan Rinderknecht, 29, teve início nesta semana o julgamento que o acusa de ter ateado o incêndio mortal de Palisades, na região costeira de Los Angeles. O júri ouve a leitura de acusações nesta quarta-feira, com o Ministério Público apresentando a versão de que houve motivação de vingança e tentativa de ocultar o crime.
Conforme os promotores, a chama começou no Novo Ano de 2025 durante o Lachman fire, na Pacific Palisades. Rinderknecht, motorista de Uber ocasional, estaria perto do local quando o fogo foi iniciado, segundo a acusação, em razão de término de relacionamento e isolamento social.
O incêndio evoluiu após as chamas se aproximarem de áreas já queimadas, com ventos fortes que o reacenderam. O Palisades fire se tornou um dos mais destrutivos da história da cidade, devastando cerca de 23 mil acres, destruindo milhares de imóveis e ceifando 12 vidas.
Detalhes do caso
Os promotores sustentam que Rinderknecht foi o único indivíduo nas proximidades do início da fogueira e que ele gravou vídeos dos bombeiros apagando o fogo. Uma captura de prensa mostrou um isqueiro encontrado no carro dele, utilizado no trajeto.
Rinderknecht enfrenta três acusações de arson grave, incluindo destruição maliciosa por meio de fogo. Ele permanece sem culpa reconhecida. Caso seja condenado, a sentença mínima pode chegar a cinco anos de prisão.
O promotor afirmou que imagens de câmeras de segurança apontam quando o fogo começou e que o suspeito chamou o atendimento 911 16 vezes na noite do primeiro dia do ano. A defesa contesta a ligação direta entre o acusado e a ignição.
Ponto de defesa e contexto
O advogado de defesa sustenta que o acusado estava no morro para observar os fogos de artifício, não para acender o incêndio. Testemunhas e primeiros socorros devem atestar a presença de ruídos de fogos na região no momento da ignição.
O promotor retratou um jovem solitário e irritado com o término de relacionamento, buscando vingança contra a sociedade. Também mostrou um prompt utilizado por Rinderknecht em um sistema de IA seis meses antes do ocorrido.
Mesmo com os argumentos, não houve conclusão do caso. O julgamento continua para apresentar as provas e ouvir novas testemunhas, com o objetivo de esclarecer a responsabilidade pelo início do incêndio. As autoridades seguem com a fase de instrução no tribunal.
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