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Maioria de advogados vê STF com avaliação negativa

Maioria dos advogados paulistas vê STF de forma negativa, ressalta morosidade da Justiça e defende mandato fixo para ministros

Pesquisa demonstra descontentamento dos que sobem à tribuna. Mais da metade defendem mandatos para os magistrados e mudanças no rito de indicação. (Foto: Luiz Silveira/STF)
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  • Mais da metade dos advogados paulistas ouvidos (62,82%) avalia negativamente a atuação do STF; 15,13% veem como negativa e 47,69% como muito negativa.
  • Sobre o mandato dos ministros, apenas 8,31% defendem cargo vitalício; 84,73% apoiam mandato fixo, sendo 64,10% em oito anos e 10,63% em dez anos.
  • A pesquisa foi apresentada no seminário Tribunais Superiores, Acesso à Justiça e Confiança no Judiciário, na sede da OAB paulista.
  • Sobre a indicação de Jorge Messias ao STF, 81,89% dos advogados defendem mudança no rito de escolha; 10,23% mantêm o rito atual e 7,88% não opinaram.
  • No tema morosidade, o atraso na tramitação de processos é considerado gravíssimo por 55,63%; média de tramitação é de cerca de dois anos e três meses no CNJ e aproximadamente três anos e dez meses no TJSP.

A maioria dos advogados paulistas vê a atuação do STF com ressalvas. Dados de uma pesquisa da OAB-SP indicam que 62,82% avaliam a Corte de forma negativa, enquanto 13,51% têm visão positiva. O levantamento foi apresentado no seminário Tribunais Superiores, Acesso à Justiça e Confiança no Judiciário.

A pesquisa é da comissão de estudos Reforma do Judiciário, integrada por ex-ministros e especialistas. Entre os participantes estão Ellen Gracie e Cezar Peluso, além de José Eduardo Cardozo e Miguel Reale Júnior. Também integram o grupo ex-presidentes da OAB e docentes.

O estudo ocorreu em meio à indicação de Jorge Messias ao STF, cuja sabatina ainda não tem data. Para 81,89% dos advogados, o método de escolha dos ministros deveria mudar, enquanto 10,23% defendem o rito atual.

Mudanças na forma de escolha dos ministros

A comissão também questionou o modelo de mandato. Apenas 8,31% defendem cargo vitalício; 84,73% apoiam mandato fixo, com 64,10% sugerindo oito anos e 10,63% em tenência de dez anos.

O objetivo é discutir impactos institucionais e possíveis reformas, segundo os organizadores. O seminário teve como foco Acesso à Justiça, Confiança no Judiciário e o papel dos tribunais superiores.

Mora de tramitação e respeito às regras processuais

A pesquisa aponta a demora como principal problema do sistema. 55,63% classificam a morosidade como gravíssima; o CNJ aponta média de dois anos e três meses para tramitar ações, e o TJSP registra quase quatro anos.

Outro tema destacado por metade dos respondentes é o desrespeito às regras processuais, considerado gravíssimo por 50,52%. Entre as causas citadas estão violações de etapas e pactos legais que regem os processos.

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