- O economista global da Kraken, Thomas Perfumo, afirma que a liquidez global, e não as taxas, está freando o Bitcoin, enquanto o ouro absorve fluxos de segurança; as condições de liquidez seguem apertadas.
- A performance recente do Bitcoin em relação ao ouro preocupa investidores de criptomoedas, e cortes de juros sozinhos não desbloqueiam valorização maior por causa da liquidez.
- O ouro continua atraindo capital de investidores mais sensíveis a risco, especialmente com o dólar enfraquecido, enquanto o Bitcoin ainda não reverteu esse papel de hedge.
- A maturidade do Bitcoin como ativo de nível institucional tem reduzido a volatilidade que antes atraía traders de varejo, o que altera seu curto prazo de narrativa.
- Catalisadores para a reorientação de fluxos incluem estabilização na venda de detentores de longo prazo e avanço na legislação de estrutura de mercado de cripto nos Estados Unidos, capazes de estimular entradas de capital.
Bitcoin enfrenta desempenho fraco ante ouro, efeito de liquidez global e não apenas de juros, afirma economista da Kraken. Segundo Thomas Perfumo, a liquidez restrita continua a exercer maior influência sobre o mercado de criptos.
O cenário macro sugere apoio a ativos digitais, mas a liquidez é o gargalo. Reduções de juros sozinhas não promovem valorização mais forte do Bitcoin, ressalta Perfumo, destacando que a taxa de juros é apenas um dos componentes do ambiente de liquidez.
Enquanto isso, o ouro segue ganhando tração frente a fluxos de investidores que buscam proteção, especialmente com o dólar em fraqueza. Perfumo observa que o metal precioso se beneficia historicamente de um dólar enfraquecido.
Pelo lado institucional, o Bitcoin amadureceu para um ativo de perfil institucional, o que reduz parte da volatilidade que atraía traders de varejo. Tal mudança não é vista como permanente, mas sim como uma fase de ajustamento.
Perfumo aponta que mudanças rápidas podem ocorrer se o capital retornar ao criptoativo. Uma reversão de fluxos, impulsionada por reavaliação de desempenho relativo, é descrita como possível diante de sinais de retomada de interesse.
Entre os cenários que podem estimular esse fluxo, estão a estabilização de vendas entre grandes detentores de longo prazo e avanços na legislação de mercado de criptomoedas nos EUA, diz o economista.
O relatório sugere que, por ora, Bitcoin fica entre narrativas macroaquecidas e liquidez contida, enquanto o ouro lidera como hedge para investidores mais conservadores.
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