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JD Vance diz a críticos do acordo com o Irã em Israel: Trump é seu único aliado

Vance rebate críticos israelenses ao acordo com o Irã, afirmando que Trump é o único aliado global de Israel, com bilhões em ajuda militar dos EUA

US vice-president JD Vance holds a press briefing at the White House where he criticised Israeli critics of Trump’s deal with Iran.
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  • O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, criticou críticos israelenses ao acordo com o Irã, dizendo que Donald Trump é o único aliado de Israel no mundo.
  • Vance defendeu o acordo, que busca encerrar a guerra com o Irã, e citou a ajuda defensiva bilionária que Israel recebe dos EUA.
  • O vice-presidente afirmou que, se estivesse no gabinete do governo israelense, não atacaria o único aliado poderoso que restaria.
  • Ele destacou que duas terças parte das armas defensivas que protegem Israel foram produzidas com mão de obra e dinheiro dos EUA e mencionou que os EUA fornecem cerca de quatro bilhões de dólares em assistência militar por ano.
  • O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, não comentou de imediato, mas líderes israelenses expressaram ceticismo em relação aos termos do acordo, dizendo que não resolvem questões nucleares e de mísseis de Irã.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, rebateu críticas de Israel ao acordo com o Irã. Ele afirmou que Donald Trump é o único aliado remanescente de Israel no mundo, citando ajuda militar bilionária dos EUA ao país. O comentário foi feito durante entrevista coletiva na Casa Branca.

Vance defendeu o acordo anunciado nesta semana para encerrar a guerra com o Irã. Críticos nos EUA e em Israel argumentam que o pacto não freia o programa de mísseis iraniano nem oferece caminho claro para desmantelar instalações nucleares, mantendo limites na atuação de Israel contra extremistas no Líbano.

O vice-presidente ressaltou que dois terços das defesas que protegem Israel foram desenvolvidas com tecnologia e pagamento americano, e que a relação estratégica é essencial para a segurança regional. Ele indicou que os EUA negociam um novo acordo de ajuda militar com Israel, avaliado em cerca de 4 bilhões de dólares por ano.

Reação em Israel

Junto a críticas no governo israelense, membros da coalizão de governo atacaram o acordo e atacaram pessoalmente Trump, afirmou Vance. O vice-presidente disse que, se estivesse no gabinete israelense, não atacaria o principal aliado com quem contam.

Segundo Vance, as objeções não devem recair sobre Trump, e sim sobre quem impõe condições que prejudicam a cooperação com os EUA. O texto da negociação também é visto com ceticismo por parte de autoridades israelenses sobre o alcance do acordo com o Irã.

Contexto regional e respostas

O acordo ocorre em meio a tensões entre Israel e grupos no Líbano, e a recente intensificação de ações militares na região. Netanyahu, em pronunciamento público, afirmou valorizar a parceria com os EUA, mas indicou que manterá operações no sul do Líbano para garantir a segurança de cidadãos na fronteira norte.

O governo de Israel divulgou mapas que ampliam a área de controle militar no sul do Líbano e sinaliza que ataques fora dessa faixa não estão descartados. O pleito político interno em Israel é visto como fatores que influenciam a postura do governo.

Comentários de líderes e próximos passos

O ministro da Segurança Nacional de tendência ultranacionalista, Itamar Ben-Gvir, criticou fortemente o acordo e afirmou que tropas israelenses permanecerão no Líbano. Em entrevista anterior, Ben-Gvir rejeitou termos que considere desfavoráveis à segurança israelense.

O chanceler israelense não respondeu a pedidos de comentário. Em reação a Vance, Ben-Gvir chamou as propostas de parcerias de defesa de forma dura, conectando-as a uma estratégia de combate a ameaças regionais. O governo dos EUA não divulgou novas declarações sobre a política de defesa conjunta.

Desdobramentos diplomáticos

Trump comentou publicamente que a diplomacia deve seguir, pedindo cessar-fogo completo em todas as frentes, incluindo Líbano e Hezbollah. A rede de alianças entre Washington e Tel Aviv permanece sob escrutínio, com sondagens internas e reações internacionais acompanhando o desenrolar da negociação.

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