- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que os EUA assumiriam o controle da infraestrutura de petróleo e gás do Irã e executariam novos ataques na noite de quinta-feira, citando a ilha de Kharg, responsável por grande parte das exportações iranianas.
- EUA e Irã realizaram ataques dois dias seguidos, apesar de um cessar-fogo temporário.
- Trump afirmou que prefere evitar atingir pontes e usinas de energia, apesar de ameaças anteriores.
- Irã lançou mísseis e drones contra Kuwait, Bahrein e Jordânia; Bahrein informou ferimento de uma criança de 11 anos e danos a casas e veículos.
- As negociações sobre um acordo envolvem como desbloquear bilhões de dólares iranianos, com divergências sobre liberação direta a Teerã versus liberação em fases para itens humanitários, além de questões ligadas ao Líbano.
Donald Trump mostrou força na escalada de tensão com o Irã, afirmando que os EUA assumirão o controle da infraestrutura de petróleo e gás iraniana e atirariam novamente no país na noite de quinta-feira. A declaração ocorreu poucas horas após novos confrontos entre as duas nações, mesmo com um cessar-fogo temporário ainda em vigor.
Segundo Trump, o governo americano destruiria grande parte da capacidade ofensiva do Irã e tomaria Kharg, ilha estratégica no Golfo que recebe grande parte das exportações de petróleo iranianas e abriga grandes estoques. Em entrevista à Fox News, ele citou evitar ataques a pontes e usinas de energia, apesar de ter feito ameaças anteriores nesse sentido.
Confrontos anteriores elevaram-se após o derrubamento de um helicóptero americano sobre o estreito de Hormuz, o que desencadeou uma série de ataques recíprocos. O cessar-fogo, criado no começo de abril, tem sido repetidamente violado por ações militares de ambos os lados, com acusações mútuas.
Contexto e desdobramentos
A ofensiva de quinta-feira incluiu um amplo ataque dos EUA a alvos considerados de vigilância militar, sistemas de comunicação e sites de defesa aéreas no Irã. O Exército americano afirmou ter atingido também um navio petroleiro próximo ao estreito, sob a alegação de violar o bloqueio de portos iranianos com mísseis Hellfire.
Atualizações vindas de uma autoridade indiana indicam que o ataque americano matou três tripulantes indianos a bordo de uma embarcação, embora não esteja claro se se trate do mesmo navio citado pelo comando militar. No Irã, mísseis e drones foram lançados contra alvos em Kuwait, Bahrein e Jordânia, conforme relatos de autoridades regionais.
Apesar das ações, fontes iranianas disseram à Reuters que as negociações preliminares para transformar o cessar-fogo em um acordo de paz avançaram, ainda que permaneçam questões centrais, como a liberação de bilhões de dólares congelados. O objetivo é um acordo que inclua a liberação gradual de recursos.
Ponto de atrito e próximos passos
A liberação de recursos iranianos continua como principal entrave, com o Irã pedindo liberação total para Teerã, enquanto os EUA defendem uma liberação escalonada para itens humanitários. O tema, junto a eventuais medidas para evitar novas restrições ao estreito de Hormuz, é central para as negociações.
As fontes diplomáticas destacam que o conflito provoca impactos regionais, incluindo incidentes em Lebanon e tensões com aliados na região. Observadores ressaltam que a popularidade do conflito nos EUA oscila, ao lado de impactos econômicos globais associados a altas de preços de energia.
A Administração americana busca um acordo com o Irã num momento de pressão interna, com eleições de meio de mandato se aproximando e indicadores de insatisfação pública. As perspectivas de um acordo dependem de avanços nas negociações e de garantias sobre o programa nuclear iraniano.
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