- O presidente chinês, Xi Jinping, encerrou uma visita de dois dias à Coreia do Norte, com foco em evitar que Pyongyang se some demais à órbita da Rússia.
- A viagem é a primeira desde 2019 e ressalta a prioridade de Pequim em manter North Korea sob seu eixo estratégico, mesmo diante de tensões históricas.
- A Coreia do Norte é aliada formal da China desde 1961, em um tratado de defesa mútuo, embora as relações tenham passado por fases de atrito ao longo das décadas.
- Mesmo com o aumento de laços econômicos, fricções persistem, incluindo diferenças de estilo diplomático e desconfianças mútuas entre Pequim e Pyongyang.
- Em paralelo, o país asiático tem comércio com a Coreia do Norte próximo de US$ 2,2 bilhões em 2024, em contraste com os US$ 328 bilhões mantidos pela Coreia do Sul, destacando assim a assimetria econômica entre as duas nações.
Xi Jinping visita Coreia do Norte em busca de aproximação com Pyongyang para conter influência russa. O presidente chinês participou de uma reunião de dois dias em Pyongyang, sendo recebido com cerimônias de honra. Foi a primeira visita a NK desde 2019. O objetivo declarado é evitar que o regime se aproxime demais de Moscou.
Segundo intermediários, Xi busca fortalecer cooperação e manter a amizade entre os dois governos. As leituras públicas destacaram aumento das relações, sem indicar avanços específicos. A visita ocorre em meio a mudanças regionais e a uma presença chinesa que se quer estável na península.
Historicamente, a relação sino-norcoreana é marcada por uma aliança de defesa desde 1961, embora tenha passado por tensões. Pyongyang já expressou irritação com o que viu como apoio insuficiente de Pequim em crises passadas. China, por sua vez, teme descolamento de NK para outras provocações, incluindo o Kremlin.
Contexto e desdobramentos
A cooperação econômica entre China e NK cresceu nas últimas décadas, com NK buscando abertura econômica de forma gradual. Dados indicam que o comércio bilateral foi modesto frente aos volumes com a Coreia do Sul, evidenciando assim a dependência de Pyongyang.
Especialistas apontam que a diplomacia de alto nível entre Xi e Kim envolve fatores de curto e longo prazo, como gestão de reformas internas e estabilidade regional. O desafio é manter diálogo produtivo diante de relações regionais complexas e riscos envolvendo terceiros.
A relação também fica marcada por fatores de retorno humano, comunicação e percepção pública. Autoridades chinesas costumam ver a resistência de NK a reformas econômicas como ponto sensível, enquanto Pyongyang utiliza autossuficiência para manter autonomia frente a Beijing.
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