- Dron russo com 30 quilos de explosivos caiu num prédio de 10 andares em Galati, deixando feridos leves em uma mulher e seu filho de 14 anos.
- A cidade fica a 25 quilômetros do porto ucraniano de Reni, infraestrutura-chave para exportação de cereais, alvo recorrente de ataques.
- Autoridades evacuaram o edifício e fecharam a avenida por dois dias, após o acidente que chamou a atenção da região.
- Moradores relatam pânico e lembram falhas na orientação sobre como agir; há relatos de pouca disponibilidade de abrigos adequados.
- Pessoas pedem que Romênia, União Europeia e OTAN aumentem a pressão sobre a Rússia e reforcem as defesas antiaéreas para evitar nova escalada.
Na madrugada de sexta-feira, um drone russo carregado com explosivos atingiu um bloco de 10 andares em Galati, a 25 km do porto de Reni, na fronteira com a Ucrânia. O incidente deixou duas pessoas feridas, uma mulher e seu filho de 14 anos, que residiam no último andar. O drone explodiu no coração da cidade, elevando o temor entre a população.
A ataque é o mais recente de uma sequência de drones que atingem áreas próximas à fronteira desde o início do conflito. Em Galati já houve dois incidentes com drones na cidade, e 47 fragmentos de aeronaves foram identificados nos últimos quatro anos. Autoridades evacuamções e o fechamento de vias foram adotados como medidas de proteção.
A cidade de Galati, com cerca de 250 mil habitantes, fica às margens do Danúbio. O incidente gerou alarmes entre moradores, que relataram sentir medo, ouvir sirenes e acompanhar a chegada de bombeiros, equipes de resgate, polícia e ambulâncias. Ocorreram evacuações imediatas do prédio atingido e o fechamento de vias.
Testemunhas relatam a chegada rápida de serviços de emergência, militares e agências de inteligência ao local. Um empresário próximo afirmou ter ouvido uma detonação intensa e visto uma luz forte minutos após o impacto, seguido da atuação de equipes de socorro em menos de 10 minutos.
Duas pessoas ficaram feridas de forma leve, residentes do último andar. Um morador explicou que o susto foi muito grande e que, na hora, o temor foi de que o ataque pudesse se espalhar pela cidade. O caso reacende o debate sobre como as autoridades devem responder a ameaças com drones.
Moradores próximos ao centro histórico pedem informações claras sobre orientações de segurança. Eles também sugerem ampliar a proteção de bunkers e aprimorar a comunicação de emergência para evitar pânico similar no futuro. As autoridades locais não divulgaram ainda orientações específicas à população.
A comunidade espera que a Romênia, aliada da União Europeia e da OTAN, adote medidas adicionais para enfrentar o risco de novos ataques. Entre as reivindicações estão o fortalecimento das defesas antiaéreas e uma coordenação maior entre países-membros para uma resposta conjunta.
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