- Jatos dos EUA e de Israel atingiram embarcações iranianas no Estreito de Ormuz e outros alvos, segundo a Bloomberg.
- O ataque ocorreu ao sul da Ilha Larak; a agência estatal Nour News informou mortes entre funcionários iranianos, sem detalhes adicionais.
- As ações foram descritas como defensivas pelo Comando Central dos EUA, para proteger tropas contra ameaças das forças iranianas.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as negociações para estender o cessar-fogo com o Irã estavam progredindo; o secretário de Estado, Marco Rubio, disse que poderiam levar vários dias.
- O episódio intensifica a fragilidade do cessar-fogo e aumenta as tensões na região, com impactos no comércio no Estreito de Ormuz e nas negociações entre Washington e Teerã.
Jatos americanos e israelenses teriam atacado embarcações iranianas no Estreito de Ormuz, segundo a Bloomberg. O ataque ocorreu ao sul da Ilha Larak, elevando a tensão na região em meio a negociações entre Washington e Teerã.
O Comando Central dos EUA informou que alvos atingidos incluíam locais de lançamento de mísseis no Irã e barcos que tentavam colocar minas. A nota descreveu as ações como defensivas para proteger as tropas americanas.
A agência iraniana Nour News confirmou mortes de vários funcionários, mas não detalhou números ou identidades. As informações sobre danos foram, até o momento, parcialmente divulgadas pelo veículo estatal.
Trump havia sinalizado, na véspera, que as negociações para estender o cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz estavam progredindo. A declaração foi feita em meio a pressão doméstica e internacional.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse a repórteres que as negociações podem se alongar por dias, e que Trump aceitaria um bom acordo ou não fecharia qualquer acordo. As declarações ocorreram durante visita à Índia.
O ataque reforça a fragilidade do cessar-fogo entre EUA e Irã, observado justamente quando cresce a expectativa de um acordo mais duradouro e de maior liberalização no trânsito pelo estreito estratégico.
No Líbano, o primeiro-ministro israelense afirmou que Israel intensificaria ataques contra o Hezbollah, aliado do Irã. A escalada ocorreu após ataques de drones e interceptação de foguetes, aumentando o risco de desdobramentos regionais.
Contexto e perspectivas
A ofensiva ocorre em meio a negociações em Doha e discussão de um eventual cessar-fogo prolongado entre EUA e Irã, com foco em desbloquear fundos iranianos congelados e regular o tráfego no estreito. O tema envolve garantias de passagem e o fim do enriquecimento de urânio.
Estados árabes, incluindo Arábia Saudita e Catar, sinalizaram que não normalizarão relações com Israel sem avanço no processo de paz entre Israel e Palestina. Internamente, Trump enfrenta críticas relacionadas à guerra e aos preços de energia.
O Irã tem defendido que manterá o tráfego marítimo sob seu controle, enquanto os EUA e as partes interessadas insistem em garantias de navegação e restrições ao enriquecimento de urânio. A negociação também envolve a participação de intermediários regionais.
A Al Arabiya informou que Teerã busca garantias da China e poderia transferir urânio para esse país como parte de garantias para um acordo. As negociações incluem ainda detalhes técnicos sobre o cessar-fogo e o desdobramento dos navios no Estreito.
A tensão segue sob observação internacional, com autoridades buscando evitar nova escalada que possa comprometer energia global e a estabilidade regional. A comunidade internacional mantém o monitoramento sobre o desenrolar das negociações.
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