- O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou a deportação de todos os ativistas estrangeiros detidos ao tentarem chegar a Gaza em uma flotilha.
- O grupo tinha 428 ativistas; três brasileiras integram a delegação — Beatriz Moreira, Ariadne Teles e Thainara Rogério — e não há informações oficiais sobre suas condições ou retorno.
- A interceptação das embarcações ocorreu na terça-feira 18 e, após a detenção, as pessoas foram levadas a Israel, o que gerou indignação internacional pelas condições de detenção.
- Um vídeo divulgado pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, mostra ativistas sendo agredidos e algemados no porto de Ashdod; o porta-voz afirmou a deportação de todos os estrangeiros.
- O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) cobra do Itamaraty acompanhamento integral do caso, garantia de segurança para as brasileiras e transparência sobre o retorno; a CartaCapital procurou a pasta, sem resposta até o momento.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou nesta quinta-feira a deportação de todos os ativistas estrangeiros detidos ao tentarem chegar a Gaza em uma flotilha. O grupo reunia 428 pessoas, entre as quais três brasileiras. A interceptação ocorreu na terça-feira 18, e os ativistas foram levados para Israel. As autoridades destacaram que o objetivo é manter o bloqueio naval a Gaza.
Ainda segundo as autoridades, a deportação visa cumprir as regras do bloqueio, considerado legal pelo governo. Em rede social, o porta-voz do Ministério reiterou que não haverá tolerância a violações do bloqueio. A atuação das forças israelenses na operação já gerou críticas de organizações internacionais e de direitos humanos.
Na última quarta-feira 20, circulou nas redes um vídeo do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, mostrando ativistas sendo algemados e contidos no porto de Ashdod. O material gerou repercussão e perguntas sobre o tratamento aos detidos durante a operação militar.
Brasileiras detidas: estado atual e aguardos
Segundo o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), as informações oficiais sobre as condições das ativistas brasileiras ainda não foram divulgadas. Beatriz Moreira, Ariadne Teles e Thainara Rogério estão entre as detidas, e não há confirmação sobre a data de retorno ao Brasil nem sobre o estado físico e psicológico das helicópteres.
O MAB afirmou que continuará cobrando do Itamaraty e do governo brasileiro garantias de segurança aos envolvidos e transparência quanto ao retorno. A reportagem da CartaCapital encaminhou perguntas ao Itamaraty, mas não houve respostas ao momento.
A organização brasileira cobra informações oficiais sobre a situação das três mulheres e reforça a necessidade de acompanhamento diplomático contínuo. A agência de notícias AFP também colaborou na divulgação de informações relacionadas ao caso.
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