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OTAN: flanco leste se une para exigir aumento dos gastos militares

O flanco leste da Otan pressiona aliados para elevar gasto militar, buscando 5% do PIB, em meio a debate sobre a relação com os EUA e a defesa transatlântica

El presidente rumano, Nicusor Dan, y el secretario general de la OTAN, Mark Rutte, este miércoles en Bucarest.
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  • Países do flanco leste da Otan, nordicos e bálticos reunidos em Bucareste pedem aumento da despesa militar dos aliados, fortalecendo a aliança frente a pressões russas.
  • A reunião, realizada no formato Bucarest 9, reiterou a necessidade de transformar o recurso em capacidades militares e industriais transatlânticas mais robustas.
  • Os líderes defenderam uma Otan mais forte com os Estados Unidos, com contribuição europeia proporcional e meta de chegar a cinco por cento do PIB em defesa.
  • O presidente da Romênia, Nicușor Dan, e o primeiro-ministro polonês, Karol Nawrocki, participaram, junto ao secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, e ao presidente polaco.
  • Hungria não assinou a declaração final; o país justificou a abstenção pela mudança recente de governo. Em Nova York, Zelenski pediu maior autonomia militar europeia e reiterou a busca por pressão sobre a Rússia.

O flanco leste da OTAN reuniu-se em Bucareste para exigir aumento de gastos militares entre os aliados, com foco em fortalecer a capacidade transatlântica. O encontro ocorreu dois meses antes da cúpula da OTAN em Ankara e contou com a participação de líderes da Europa oriental, balts, escandinavos e Islândia.

O presidente da Romênia, Nicușor Dan, afirmou que é necessário elevar a participação dos aliados europeus para transformar esse dinheiro em capacidades militares e industriais comuns. O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, participou da coletiva com Dan e com o presidente polonês, Karol Nawrocki, destacando o avanço do conceito OTAN 3.0.

Os demais líderes ressaltaram que a aliança deve ter uma contribuição proporcional, com a meta de alcançar 5% do PIB em gastos de defesa. O Polônia Nawrocki ressaltou que a Rússia continua sendo uma ameaça de longo prazo, mantendo capacidade de desenvolvimento de armas.

Participaram ainda o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, e a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen. O encontro ocorreu no Palácio Cotroceni, sede da presidência romena, durante a cúpula do formato Bucarest 9 (B9), sob o lema Delivering More for Transatlantic Security.

A ausência de representantes dos Estados Unidos foi observada: o ex-presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio não compareceram, embora tenha estado presente, como observador, o subsecretário de Estado para Assuntos de Controle de Armamentos, Thomas G. DiNanno. Trump viajou à China no mesmo dia.

Antes da conclusão, Zelenski pediu aos EUA que pressentessem o fim da invasão russa em encontros com autoridades chinesas e enfatizou a necessidade de autossuficiência europeia em capacidades militares. A declaração conjunta do B9 foi assinada pela maioria dos participantes, com exceção da Hungria, que não firmou o documento.

A Hungria justificou a abstenção como sinal de uma evolução política interna, já que o governo local passou por mudanças após as eleições de abril. A presidência romena descreveu a posição de Budapeste como construtiva, marcando um avanço em relação à rejeição anterior.

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