- Antigua e Barbuda oficializou a candidatura de Maria Fernanda Espinosa Garcés ao cargo de secretária-geral da ONU, a partir de 1º de janeiro de 2027.
- Espinosa já foi presidenta da Assembleia Geral da ONU (2018-2019) e ex-ministra de Relações Exteriores do Equador; ela se soma a Rebeca Grynspan, Rafael Grossi e Michelle Bachelet entre os favoritos latino-americanos, com Macky Sall (Senegal) sendo o candidato não latino-americano.
- A tendência geográfica costuma privilegiar América Latina nesta rodada, ampliando o grupo de nomes da região entre os candidatos.
- A organização enfrenta dúvidas sobre credibilidade e finanças, e a decisão sobre o novo líder deve ficar conhecida até o fim do verão ou no início do outono.
- Entre os cinco nomes em disputa, quatro são mulheres, refletindo a pressão por uma liderança feminina na ONU.
Antigua e Barbuda formalizou a candidatura de Maria Fernanda Espinosa Garcés ao cargo de secretária-geral da ONU, a partir de 1º de janeiro. Ex-ministra de Relações Exteriores do Equador, já presidiu a Assembleia Geral da ONU. A escolha amplia o grupo de possíveis substitutos de António Guterres.
A lista de potenciais candidatos já contava com Rebeca Grynspan (Costa Rica), Rafael Grossi (Argentina) e Michelle Bachelet (Chile). Macky Sall (Senegal) é o único não latino-americano entre os nomes divulgados. A corrida decorre em meio a debates sobre legitimidade regional.
Espinosa encaminha uma candidatura com foco em credibilidade da ONU e transformação institucional. Propõe cinco pilares: paz e segurança, desenvolvimento, energia e digital, redução de falhas de execução e alocação de recursos por resultados. A escolha pode seguir o padrão regional.
Candidatos e cenário político
Secondo o processo, o tema de gênero aparece com força: há pressão para que a direção seja ocupada por uma mulher. Annalena Baerbock, presidente da Assembleia, incentivou candidaturas femininas. Atualmente, quatro das cinco candidaturas são de mulheres.
O prazo para conhecer o escolhido tende a se estender até o fim do verão ou início do outono no hemisfério norte. O próximo secretário-geral deverá enfrentar crises geopolíticas e desafios financeiros da instituição. A decisão depende de votos dos Estados-membros.
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