- Pheap Rom, cambojano que chegou aos Estados Unidos em 1985, cumpriu treze anos de prisão por quatro acusações de tentativa de homicídio e foi deportado para Eswatini, país onde ficou quase onze meses detido pelo ICE.
- Ele disse que aceitaria ser enviado para Camboja, mas acabou em uma prisão de alta segurança em Eswatini, após a retirada do país em que só conhecia por notícias.
- O grupo de deportados para Eswatini incluiu dez pessoas em outubro de 2025; outros cinco homens, de Camboja, Cuba, Jamaica, Vietnã e Iêmen, haviam sido enviados ao mesmo país em julho.
- Rom relatou que foi colocado a bordo de um jato por vinte e uma horas, sem acesso a advogados, e com condições de detenção bem austere, incluindo contato limitado e privação de itens básicos até que surgiram melhorias.
- O governo de Eswatini recebeu dinheiro dos Estados Unidos para acolher até cento e sessenta deportados, e afirmou que busca tratar os indivíduos com dignidade e segurança.
Pheap Rom, um Cambodian que foi deportado pelos EUA, afirmou que aceitaria ir para Camboja, mas acabou preso em Eswatini, país pouco conhecido para ele. Rom cumpria pena nos EUA por tentativa de homicídio e, em outubro de 2025, foi enviado ao reino africano junto de outros deportados.
O grupo de deportados envolve 10 pessoas enviados a Eswatini em outubro, somando-se a outros cinco homens deportados em julho. Todos foram encaminhados para a Matsapha, prisão de segurança máxima, após desembarcarem no país.
Rom cumpria 15 anos de detenção nos EUA, por quatro acusações de tentativa de homicídio, decorrentes de um acordo de plea. Logo após a sentença, foi informado da deportação para Camboja, destino que disse ter aceitado, desde que fosse para o país correto.
O deportado chegou a Eswatini ainda sob a promessa de liberdade ao chegar, segundo Rom. Ao invés disso, foi recebido por tropas com armas e levado para a prisão. Rom descreveu condições precárias, com alimentação limitada e pouco tempo fora das celas.
Rom permaneceu quase 11 meses em instalações da Immigration and Customs Enforcement (ICE) nos EUA antes da deportação. Ele não teve oportunidade de falar com um advogado ao saber do envio a Eswatini, segundo relato dele.
Após a prisão em Eswatini, Rom relatou que o grupo recebeu apenas papel higiênico e sabão por semana, compartilhavam roupas e tinham tempo restrito ao ar livre. A situação psicológica entre os detentos piorou, com casos de fome voluntária para protesto.
Eswatini tem recebido deportados norte-americanos de terceiros países desde a gestão anterior. Ao todo, o país assinou acordos com várias nações africanas e recebe até 160 deportados com apoio financeiro dos EUA, conforme comunicado do governo local.
Segundo Thabile Mdluli, porta-voz do governo de Eswatini, as autoridades afirmam buscar condições que assegurem direitos humanos e dignidade aos estrangeiros recebidos. Eswatini ressaltou o compromisso com o bem-estar dos indivíduos sob sua jurisdição.
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