- O governo britânico aprovou a reabertura da planta de CO₂ Ensus, em Teesside, com investimento de cerca de £100 milhões para três meses iniciais.
- A medida visa evitar possíveis faltas de CO₂, diante de temores de que a guerra no Irã afete o abastecimento desse gás crucial para alimentos, saúde e indústria.
- A planta foi desativada em setembro após o acordo comercial com o então governo dos Estados Unidos, que reduziu tarifas de biocombustíveis como o bioetanol.
- Um funcionário não identificado do governo destacou a ironia de ter fechado a planta por causa do acordo com Trump e reabri-la por causa da guerra dele no Irã.
- A divulgação oficial deve ocorrer na quinta-feira, com a expectativa de que a planta volte a operar por três meses, com possibilidade de continuidade indefinida.
O governo britânico autorizou a reabertura da planta de CO2 da Ensus, em Teesside, com investimento de cerca de 100 milhões de libras. A medida visa reduzir o risco de faltas de CO2 causada pela instabilidade no cenário internacional, especialmente diante da guerra no Irã.
A fábrica ficou fechada desde setembro, após um acordo comercial entre o então premiê Keir Starmer e o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que reduziu tarifas sobre etanol importado. O CO2 é gerado como subproduto da produção de etanol.
Um responsável do governo, citado pelo Financial Times, indicou que a ironia reside no fato de a planta ter sido fechada por causa do acordo com Trump e estar a ser reaberta em função de tensões provocadas pela guerra no Irã.
A reabertura é anunciada pelo Departamento de Negócios e Comércio, com apoio financeiro público para manter a operação por três meses, prazo que pode ser estendido. A expectativa é de manter a planta em funcionamento de forma contínua após o trimestre inicial.
Grant Pearson, presidente da Ensus UK, afirmou que o apoio governamental fortalece a economia manufatureira de Teesside e a resiliência do Reino Unido no abastecimento de CO2 biogênico. Ele ressalta a importância do gás para setores como alimentos, bebidas, saúde, abate e indústria nuclear.
O gabinete do ministro Peter Kyle sustentou que o governo agiu para manter a resiliência das cadeias de suprimento e proteger setores críticos diante da incerteza global. A medida busca preservar empregos e comunidades dependentes dessas indústrias.
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