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Mercado de imóveis de luxo nos EUA cresce quase o dobro do tradicional

Mercado de luxo nos EUA avança 2,9% ante 1,7% do tradicional, impulsionado pela transferência de riqueza e busca por imóveis maiores e privacidade

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
As vendas de imóveis de luxo estão superando as vendas de imóveis
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  • Vendas de imóveis de luxo nos EUA cresceram 2,9% de janeiro a outubro de 2025, ante 1,7% do mercado tradicional, segundo a Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos EUA.
  • O Relatório de Tendências de Luxo da Coldwell Banker aponta resiliência do setor, mesmo com taxas de juros mais altas, influenciado pela grande transferência de riqueza.
  • A média de casas de luxo é de 395 metros quadrados em unifamiliares e 228 metros quadrados em imóveis geminados; cinco ou mais quartos são comuns em upscale.
  • Compradores buscam privacidade, espaços ao ar livre, bem-estar e possibilidade de reformar ou expandir, com imóveis prontos ainda valorizados, mas maior interesse por reformas.
  • O investimento em imóveis por famílias de alto patrimônio cresce como parte da estratégia financeira, com trilhões de dólares a serem transferidos entre a geração baby boomer e os herdeiros, fortalecendo centros de riqueza nos EUA e globalmente.

Nos EUA, o mercado de imóveis de luxo mostra desempenho superior ao do mercado tradicional. Entre janeiro e outubro de 2025, as vendas de imóveis convencionais subiram 1,7%, enquanto o segmento de alto padrão aumentou 2,9%. Os números são da Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos EUA.

O relatório de tendências da Coldwell Banker destaca a resiliência do luxo, mesmo com juros mais altos. A firma aponta que o crescimento desse mercado se dá em meio à transferência de riqueza e a mudanças no comportamento de compradores de alto patrimônio.

Dinâmica de demanda e perfil do comprador

O executivo Michael Altneu ressalta que a demanda por privacidade, espaços amplos e possibilidade de expansão tem guiado as compras. Casas maiores, com áreas como academia, home theater e áreas de bem-estar, tornam-se mais valorizadas.

A metragem média de uma casa de luxo é 395 m², frente aos 220 m² de moradias tradicionais. Em imóveis geminados, a diferença é de 228 m² ante 167 m². Quatro a cinco quartos costumam ser comuns entre os imóveis de alto padrão.

Motivações e estilo de vida

Compradores de luxo buscam praticidade, expressão de identidade e valor de longo prazo. O relatório aponta que 37,4% consideram o número mínimo de quartos e banheiros indispensável, e 21,6% valorizam vistas. Privacidade e segurança também aparecem entre prioridades.

Casas modernas de luxo costumam incluir ambientes como sala de estar formal, cozinha gourmet, escritório, adega, piscina e spa. O conjunto de características busca elevar a qualidade de vida e manter o valor de mercado.

Reforma versus pronto para morar

Especialistas relatam alta demanda por imóveis prontos, mas há aumento do interesse por propriedades que exigem reformar. Em mercados como Nova York, Los Angeles e Boston, compradores aceitam reformas para manter localização desejada.

Trabalhos pontuais, como renovar cozinha ou pisos, são comuns. Em alguns casos, propriedades pré-guerra são reformadas e relançadas a preços elevados, refletindo flexibilidade de estratégia entre compradores de alto patrimônio.

Investimento e transferência de riqueza

O mercado de luxo é influenciado por uma visão de patrimônio de longo prazo. O relatório projeta que gastos com imóveis por famílias de altíssimo patrimônio devem crescer mais de 18%, podendo superar investimentos pessoais de luxo.

Mais da metade da transferência intergeracional de riqueza ocorre nos EUA, com trilhões de dólares a serem herdados. Segundo a Coldwell Banker, essa dinâmica sustenta a demanda por imóveis de alto padrão.

Cenários regionais e globalização da riqueza

Além dos tradicionais centros de riqueza como Nova York, Los Angeles e Miami, surgem novas áreas de interesse nos EUA, como Dallas, San Diego e Denver. Internacionalmente, mercados emergentes buscam equilíbrio entre estabilidade e qualidade de vida.

A tendência aponta que jovens compradores valorizam bem-estar, natureza e sustentabilidade. Mesmo assim, fatores como planejamento tributário, mobilidade global e proteção patrimonial continuarão moldando o mercado de luxo nos próximos anos.

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