- Em várias regiões dos EUA, cidadãos têm sido detidos por agentes federais, levando passaporte consigo para comprovar cidadania.
- Em Minneapolis, Munira Maalimisaq, cidadã naturalizada há mais de vinte anos, passou a carregar o passaporte todos os dias desde 2 de dezembro, como medida de segurança.
- Em Kenner, Louisiana, Walter Cruz Perez, cidadão desde 2022, começou a guardar o passaporte no estojo do celular, protegido em saco plástico, para eventual abordagem de agentes.
- Do lado de fora de New Orleans, Carola Lopez diz ter começado a portar o passaporte no carro desde 2015, para evitar situações desconfortáveis com autoridades.
- Em Los Angeles, Miguel Rios e Ana relatam que, após operações de imigração, passaram a carregar cópias do passaporte; Ana, que prefere manter o sobrenome em segredo, insiste que é uma prática para reduzir riscos.
A notícia mostra cidadãos norte-americanos que passam a portar o passaporte por medo de serem detidos por agentes federais. Em várias cidades, pessoas relatam mudanças no comportamento e na forma de se deslocar.
Munira Maalimisaq, Minneapolis, começou a levar o passaporte no bolso diariamente em 2 de dezembro. A enfermeira naturalizada há mais de 20 anos diz que a clínica que dirige ficou mais vulnerável, com pacientes temendo ir ao consultório.
A instituição Inspire Change Clinic atua em área com atuação mais agressiva de autoridades de imigração. Para evitar problemas, Maalimisaq ampliou telemedicina e transporte seguro. Ela mantém o passaporte como medida de segurança.
Walter Cruz Perez, Kenner, Louisiana, tornou-se mais cauteloso desde o início do segundo mandato de Trump, que intensificou operações de deportação. Mesmo sem ter sido abordado, ele guarda o passaporte no estojo do celular, em bolsa plástica, para resistência a intempéries.
Carola Lopez, fora de New Orleans, usa o passaporte no carro desde 2015, em outra experiência de fiscalização. Ela relata que a prática continua diante de crackdown migratório e relatos de detenção temporária de cidadãos.
Miguel Rios, Los Angeles, informou que sua família passou a carregar cópias do passaporte após abordagens de autoridades. Um colega de trabalho relatou detenção incorreta de um cidadão. Rios diz que redes sociais e câmeras são as suas ferramentas de proteção.
Ana, sul da Califórnia, acompanhou casos como o de Andrea Velez, detida por autoridades de imigração. Desde então, Ana carrega passaporte e documentos, participa de ações públicas e orienta alunos sobre direitos, temendo a erosão de direitos básicos.
O conjunto de relatos evidencia receio entre cidadãos dos EUA, independentemente de origem, diante de operações de imigração. A prática de portar documentos de identidade se tornou uma estratégia de proteção cotidiana para muitos.
Entre na conversa da comunidade