- Dois prédios Bauhaus no conjunto The White City, em Tel Aviv, foram atingidos por mísseis iranianos, danificando o Bauhaus Center e um prédio de apartamentos; houve uma morte e 20 feridos.
- The White City é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2003, reconhecido pela sua arquitetura modernista e planejamento urbano.
- A fachada de vidro do Habima, teatro nacional de Israel, também foi danificada pelos ataques de 28 de fevereiro.
- Museus e instituições culturais reduziram atividades e transferiram acervos para bomb shelters, com o Israel Museum retirando obras para um local protegido.
- A UNESCO, junto a outras agências da ONU, condenou os ataques, destacando a violência como ameaça a patrimônio cultural e à vida de pessoas.
Two edifícios Bauhaus, localizados no conjunto da White City, em Tel Aviv, sofreram danos causados por mísseis iranianos lançados no fim de fevereiro. O ataque fechou museus e levou a evacuação de coleções para abrigos antiaéreos, conforme relatos oficiais.
Pelo menos uma moradora morreu e cerca de 20 pessoas ficaram feridas após a explosão que impactou o Centro Bauhaus, que abriga galerias e uma coleção permanente ligada à área de importância arquitetônica. Uma edificação residencial próxima também foi parcialmente destruída.
O conjunto histórico White City, construído entre as décadas de 1930 e 1950 com base no plano urbano de Patrick Geddes, foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial em 2003. A designação destaca a expressão do Movimento Moderno ali combinada a tradições locais.
Nesta sexta-feira, o Habima, teatro nacional de Israel inaugurado em 1934, teve a fachada de vidro danificada pela mesma agressão. Agentes culturais indicam que a vida cultural na região tem sido fortemente afetada, com a maioria das instituições fechadas.
Instituições israelenses informaram que parte de seus acervos foi removida para áreas protegidas, seguindo orientações de comando de fronteira. O Museu de Israel comunicou que objetos da coleção foram deslocados para locais seguros para proteção.
Outras instituições, como o Islamaic Art Museum de Jerusalém, também relataram a evacuação de peças importantes, incluindo a peça histórica “The Harari Hoard”, de prata persa do período seljúcida, que permanece entre as peças mais valiosas do seu acervo.
Especialistas e organizações da sociedade civil destacam o impacto cultural do conflito para ambos os lados. Em entrevistas, historiadores observam que a preservação do patrimônio não tem fronteiras e que danos a sítios históricos afetam memória e identidade de comunidades diversas.
Segundo autoridades internacionais, a escalada de violência inclui condenação de várias entidades, entre elas a Unesco e o secretário-geral da ONU, que destacam a necessidade de respeitar o patrimônio cultural mesmo em épocas de conflito. Mais de 1.100 civis teriam morrido até o momento, conforme fontes de direitos humanos.
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