- Arqueólogos encontraram uma abertura retangular de cerca de 2 pés por 2 pés, sob uma gaveta embutida, com uma escada que leva ao piso térreo, indicando uso provável como “safe house” para pessoas que fugiram da escravidão.
- O Merchant’s House Museum fica em NoHo, Manhattan, e foi construído em 1832 por um tradesman chamado Joseph Brewster; anos depois, a casa foi vendida à família Tredwell, que morou lá por um século até virar museu.
- O prédio é reconhecido como Sítio Histórico Nacional desde 1966 e integra o Registro Nacional de Lugares Históricos desde 1977.
- O espaço sugere que Brewster, quase certamente um abolicionista, tenha instalado o esconderijo; porém, não está claro o quanto os Tredwells souberam ou utilizaram o espaço.
- O achado ocorre num contexto de antecessão à Guerra Civil, quando caçadores de escravos atuavam sob a Lei de Escravos Fugitivos de 1850, com apoio de residentes locais e autoridades.
O Merchant’s House Museum, em Manhattan, revelou um segredo até então desconhecido: a casa serviu como abrigo para pessoas que fugiam da escravatura antes e durante a Guerra Civil. A descoberta ocorreu ao inspecionar um compartimento atrás de uma gaveta embutida no corredor da segunda andar. Um vão retangular, de cerca de 2 pés por 2 pés, com uma escada que levava ao térreo foi encontrado.
Arqueólogos e especialistas apontam que esse espaço indica o uso da casa como uma “casa de passagem” ou refúgio. A presença da escada de fuga reforça a hipótese de que a moradia servia como abrigo de emergência para quem escapava do jugo escravagista no sul.
Contexto histórico
O imóvel, construído em 1832 por um artesão chamado Joseph Brewster e vendido à família Tredwell três anos depois, tornou-se museu depois de um século de ocupação. O edifício ganhou reconhecimento como Sítio Histórico Nacional em 1966 e foi incluído no Registro Nacional de Lugares Históricos em 1977.
A pesquisa foi conduzida em uma área do NoHo, onde a casa fica localizada, próxima a planos de desenvolvimento para um terreno vizinho. Especialistas observam que o Brewster era quase certamente abolicionista, e que o grau de participação da família Tredwell permanece incerto.
Opiniões de especialistas e autoridades
Camille Czerkowicz, curadora do museu, afirmou que a descoberta era esperada, mas o que se revelou surpreendente. Michael Hiller, professor do Pratt Institute, descreveu o achado como relevante para a preservação histórica. O historiador Patrick Ciccone ressaltou a raridade de abolicionistas entre brancos de alto status na cidade na época.
Políticos locais destacam a importância do marco para a memória da cidade. O vereador Christopher Marte disse que o edifício evidencia a participação de Nova York no movimento abolicionista e reforça a compreensão sobre o que aconteceu no Sul naquela era.
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