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Risco de £52m para habitação social após colapso de firmas de investimento

Mais de £52 milhões em recursos públicos para moradias sociais estão em risco após administração de empresas do grupo Heylo, com 3,5 mil casas podendo migrar ao privado

One of the companies in the Heylo group went into administration owing £46.46m in unsecured credit to Homes England.
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  • Mais de £52 milhões em dinheiro público para habitação social está em risco após a falência parcial de apenas uma das principais fornecedoras de moradias da Inglaterra.
  • Dois veículos de investimento do grupo Heylo Housing, apoiados pela gestora de ativos BlackRock, entraram em administração, ameaçando 3.500 moradias sociais que podem migrar para o setor privado.
  • A Regulação de Habitação Social (RSH) trabalha para evitar perdas de dinheiro público e manter as residências no sistema de habitação social, buscando que outro arrendatário regulado compre as casas.
  • A Homes England estima exposição total de subsídios próxima de £43 milhões; o valor poderia financiar cerca de 500 novas moradias sociais, caso haja fluxo de retorno.
  • O caso levanta dúvidas sobre a regulação trabalhista, a participação de investidores privados e a estrutura de Heylo, que não mantém as casas sob controle direto da regulação.

Mais de £52 milhões em recursos públicos destinados à habitação social estão em risco após o colapso parcial de uma das maiores fornecedoras de moradias para o segmento social na Inglaterra. Dois dos veículos de investimento do grupo Heylo Housing entraram em administração, colocando em risco a continuidade de cerca de 3.500 moradias sociais.

O edifício jurídico por trás do Heylo envolve investidores como BlackRock, além de dois fundos de pensão. A administração foi anunciada após problemas financeiros em empresas vinculadas ao grupo, que se reuniram sob uma estrutura de arrendamento de imóveis para a Heylo RP, a qual não é a proprietária final das casas.

As autoridades apontam que o Estado já concedeu à Heylo, entre 2018 e 2023, subsídios no âmbito do programa de habitação acessível de copropriedade. Esses recursos, geralmente reinvestidos no financiamento de novas unidades, podem não retornar se os veículos de investimento não puderem sustentar o negócio.

A Homes England, agência pública responsável pela alocação de verbas, estima que a exposição total aos Grants gire em torno de £43 milhões. O montante foi utilizado para financiar unidades que permitiam a compra de uma parcela da moradia, com aluguel sobre a parte remanescente.

Os administradores, a PwC, garantiram que cerca de 3.500 moradores, em mais de 100 áreas municipais, não perderão suas moradias nem terão interrupções nos pagamentos de hipoteca e aluguel. A possibilidade de manter as casas no setor social depende de uma reestruturação que envolva outra instituição reguladora.

O Regulator of Social Housing (RSH) enfrenta um desafio sem precedentes para manter as moradias no âmbito público, diante de uma estrutura de Heylo que, segundo críticos, não confere controle suficiente aos reguladores. Em 2022, o RSH já havia manifestado preocupações sobre o modelo da Heylo.

Segundo o RSH, a configuração atual dificulta a supervisão direta das casas, pois são arrendadas a entidades de investimento, e não pertencem à regulação tradicional. A situação também envolve interesses de investidores que nomearam os administradores, não a autoridade reguladora.

Especialistas indicam que, para evitar perdas públicas, o objetivo é manter as moradias dentro do setor social mediante alternative aquisição por um arrendatário regulado. O caso já abriu discussão sobre os riscos de financiar empresas com fins lucrativos para ampliar a oferta de imóveis.

A Heylo informou que trabalha em parceria com os administradores para assegurar uma transição ordenada, mantendo os clientes como prioridade. A PwC ressaltou que a proteção aos recursos dos investidores permanece na linha de atuação, sem envolvimento direto da RSH na gestão das moradias.

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