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Ucrânia ataca e incendeia refinaria, maior ataque a Moscou em dois anos

Drones ucranianos provocam incêndios em Moscou, atingem a refinaria MNPZ e atrasam centenas de voos, o maior ataque contra a cidade em dois anos

Uma grossa coluna de fumaça foi vista em Moscou após ataque ucraniano a refinaria – foto: AFP
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  • Ucrânia realizou nesta quinta-feira 18 o maior ataque com drones contra Moscou nos últimos dois anos, causando incêndios na capital e em áreas próximas e atrasos em voos.
  • Drones atingiram a refinaria MNPZ, no distrito de Kapotnia, levando a um incêndio de grandes proporções e à observação de fumaça sobre a periferia sul de Moscou.
  • O ataque coincidiu com a reunião de Vladimir Putin com líderes da Asean em Kazan; o presidente não mencionou o ataque durante o evento.
  • As defesas russas interceptaram centenas de drones, com autoridades estimando mais de 500 abatidos em todo o país; os aeroportos de Moscou chegaram a fechar parcialmente.
  • Zelensky chamou os ataques de “sanções de longo alcance” e disse que é hora de encerrar a guerra; houve também um ataque na região de Rostov que resultou em morte e ferimentos.

O Ucrânia realizou nesta quinta-feira 18 o maior ataque com drones contra Moscou nos últimos dois anos, provocando incêndios na capital russa e em áreas próximas e causando atrasos de centenas de voos nos principais aeroportos da região. O episódio ocorreu durante a madrugada, impactando a operação aérea da região metropolitana.

Drones atingiram a refinaria MNPZ, no distrito de Kapotnya, gerando um incêndio de grande proporção. Grandes nuvens de fumaça foram observadas na parte sul de Moscou, segundo relatos de moradores e autoridades. O saldo inicial de danos não foi divulgado pelas autoridades locais.

Reação oficial e contexto

O prefeito Sergei Sobyanin classificou o ataque como em larga escala, sem detalhar a extensão dos estragos. O governo russo informou que interceptou centenas de drones ucranianos na noite anterior e nesta madrugada. A Força Aérea ucraniana afirmou ter atingido alvos próximos à capital.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky informou, por meio de canais oficiais, que as ações de Kiev respondem aos ataques russos contra cidades ukrainas, e que a Ucrânia não desejava a guerra, mas que medidas seriam tomadas para pressionar Moscou. A fala foi veiculada em tom de retaliação estratégica, sem detalhar consequências no terreno.

O ataque também afetou áreas próximas, com um drone atingindo um edifício residencial na região de Zhukovsky e destroços provocando incêndio em um centro comercial próximo a Moscou. Além disso, a região de Rostov, no sul, registrou um ataque que deixou feridos e uma morte, segundo o governador local.

Desdobramentos e contexto estratégico

A ofensiva de drones contra infraestruturas críticas tem ocorrido com mais intensidade nos últimos meses, acompanhando tentativas de pressionar a logística de combustível no país. O impacto econômico inclui interrupções no abastecimento e no transporte aéreo, com medidas de segurança reforçadas por autoridades russas.

Em resposta, a Rússia anunciou reforços em defesas antiaéreas e restrições de publicação de imagens de áreas atingidas. Enquanto isso, Kiev continua a justificar as ações como parte de uma estratégia de pressão diplomática e militar para encerrar o conflito. As negociações internacionais permanecem sem avanço claro.

Situação na infraestrutura

O aeroporto Sheremetyevo precisou transferir passageiros para locais seguros durante o ataque e reativou as operações por volta das 11h locais. O ataque à refinaria MNPZ, que abastece boa parte do combustível de Moscou, já havia ocorrido em fevereiro, com danos adicionais reportados recentemente.

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