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Primeiros navios-tanque atravessam estreito após acordo com Irã

Após acordo EUA-Irã, três navios-tanque sauditas atravessam o Estreito de Ormuz com 6 milhões de barris, sinalizando retorno da navegação e queda do Brent acima de US$ 78

FILE PHOTO: A drone view shows vessels in the Strait of Hormuz, as seen from Musandam, Oman, June 15, 2026. REUTERS/Stringer/File Photo
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  • Três petroleiros com bandeira saudita, transportando 6 milhões de barris de petróleo, atravessaram o Estreito de Ormuz nesta quinta-feira.
  • O movimento ocorreu poucas horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, assinar memorando para encerrar a guerra, abrindo o estreito e suspendendo o bloqueio aos portos iranianos.
  • O acordo prevê um período de negociação de sessenta dias para um acordo definitivo; Israel fica de fora das negociações, e o Irã exige garantia da integridade do Líbano.
  • Mesmo com o acordo, é esperado tempo para retorno do tráfego aos níveis pré-guerra; navios passaram a transmitir localização, sinalizando maior transparência.
  • Os preços do petróleo Brent caíram mais de dois por cento, ficando abaixo de US$ 78 por barril.

Três petroleiros com bandeira saudita, transportando 6 milhões de barris, atravessaram o Estreito de Ormuz nesta quinta-feira, poucos horas após Trump assinar acordo para encerrar a guerra que impacta o abastecimento global.

O movimento ocorre depois do memorando assinado por Trump e o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, que abre caminho para negociações em 60 dias para um acordo definitivo. O estreito terá tráfego mais livre, com bloqueios removidos.

Segundo autoridades, navios que escondiam posições passaram a transmitir rota, sinal de normalização iminente do tráfego marítimo, ainda que a retomada total leve tempo.

Brent registrou queda de mais de 2%, abaixo de 78 dólares o barril, refletindo o mercado antecipando o fim da interrupção no fluxo de petróleo.

Memorando

O acordo prevê o fim imediato do bloqueio aos portos iranianos e a abertura do Estreito de Ormuz, marco inicial de negociações para encerrar a guerra.

Israel, que liderou a ofensiva no sul do Líbano, ficou de fora das negociações, segundo fontes anônimas citadas pela Reuters. O Irã exige garantia de integridade territorial do Líbano.

Duas autoridades israelenses informaram que o país mantém diálogo com os EUA para manter tropas no sul do Líbano, sob a justificativa de combate a militantes do Hezbollah.

Situação no Líbano

A ofensiva no Líbano provocou deslocamentos, com mais de 1 milhão de pessoas fora de casa. Ações aéreas e de artilharia atingiram cidades do sul, conforme relatos locais e de agências de imprensa.

A Reuters ouviu relatos de drones israelenses sobre Beirute e áreas do sul, enquanto a população acompanha a evolução dos desdobramentos com incerteza sobre o futuro da região.

O memorando representa um marco inicial de negociações que devem durar 60 dias, buscando um acordo definitivo para a guerra iniciada em fevereiro em parceria com o líder de Israel.

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