- Ataques russos aos portos no mar Negro podem reduzir as exportações de grãos da Ucrânia em até 30% nos meses de pico, segundo autoridades e setor.
- Em Odesa, bloqueio e danos a terminais podem reter até 2 milhões de toneladas de alimentos por mês.
- Os portos da região movem atualmente cerca de 6 milhões de toneladas mensais; a queda prevista chegaria a 4 milhões de toneladas.
- Perdas para terminais chegam a US$ 1,5 bilhão desde o início da guerra, e a logística difícil complica a recuperação.
- Estoques de grãos da Ucrânia estavam em torno de 9 milhões de toneladas em julho, o que pode pressionar preços internos e a renda dos agricultores.
Um aumento dos ataques russos a portos marítimos e embarcações ucranianas pode reduzir os embarques mensais de grãos da Ucrânia. Operadores de terminais relatam perdas crescentes que não conseguem cobrir sozinhos, segundo autoridades e executivos do setor.
A Ucrânia, grande exportadora mundial de grãos, depende fortemente do Mar Negro, por onde passam mais de 90% de suas exportações. A escalada de ataques contra portos, navios e ferrovias ameaça o fluxo de cargas, dizem fontes da indústria.
TENDÊNCIAS E IMPACTOS
Potencialmente, os volumes de exportação de portos como Odesa poderiam cair para 4 milhões de toneladas métricas por mês, conforme avaliação de autoridades. Parte dessas cargas poderia ser redirecionada para o Danúbio, mas com custos logísticos elevados.
Atrasos e perdas para terminais portuários também aumentam. Dados do setor indicam perdas acumuladas de cerca de US$ 1,5 bilhão desde o início da guerra, dificultando a restauração de infraestrutura danificada. As autoridades destacam a necessidade de recursos para reconstrução.
ESTOQUES E MERCADO INTERNO
Antes da atual escalada, esperava-se que o país mantivesse estoques de milho e trigo entre 7 e 9,5 milhões de toneladas em julho. A APK-Inform aponta estoque entre 9 e 9,5 milhões de toneladas, com estoques maiores no início do mês.
Apesar dos estoques, a logística dificultou a exportação de volumes já disponíveis. Até agora, a safra atual contabiliza cerca de 34,9 milhões de toneladas exportadas, contra 39,5 milhões na temporada anterior, refletindo o peso das interrupções.
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