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Trocas de fogo entre EUA e Irã marcam nova fase perigosa da guerra

Nova fase de hostilidades entre EUA e Irã eleva o risco de escalada no Golfo Pérsico, com ameaças de ataques adicionais caso Teerã não aceite condições de paz

Viviendas afectadas por ataques en Teherán, el 8 de junio.
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  • Novos intercâmbios de fogo entre Estados Unidos e Irã colocam o Golfo Pérsico numa fase mais perigosa, com risco de retomar as hostilidades.
  • A Guarda Revolucionária iraniana anunciou o fechamento absoluto do estreito de Ormuz; os Estados Unidos afirmam que o trânsito de barcos continua.
  • O Comando Central dos EUA afirmou ter atacado alvos iranianos na região de Barém e no Kuwait, incluindo defesas antiaéreas, comunicações e vigilância, em ações de resposta.
  • O presidente Donald Trump ameaçou novos ataques na quinta-feira se Teerã não aceitar as condições para um acordo de paz.
  • As conversas de paz seguem, mas sem avanços: Irã exige alívio de sanções e desbloqueio de fundos; os EUA resistem a renunciar a partes do programa nuclear. Uma delegação do Catar, mediador, partiu de Teerã sem progressos aparentes.

A escalada de confrontos entre Estados Unidos e Irã no Golfo Pérsico abriu uma fase mais perigosa do conflito, com novas ações militares após semanas de tensão. O Pentágono informou ataques contra alvos iranianos, enquanto Teerã sinalizou fechamento total do estreito de Ormuz. O objetivo de Washington é pressionar por condições de paz.

O Corpo de Guardas da Revolução Iraniana afirmou ter atacado 18 alvos “importantes” ligados às forças americanas, incluindo bases em Ali Al Salem e Ahmad al Haber no Kuwait e na Quinta Flota em Manama, Bahrein. Em resposta, norte-americanos dispararam contra sistemas de defesa, comunicações e vigilância no oeste de Teerã e no sul do Irã, em ações descritas pelo Centcom como defesa própria.

O Irã prometeu responder “decisivamente” a qualquer ataque, e o general Mayid Musaví ameaçou transformar a região em um “inferno” caso o estreito de Ormuz seja desestabilizado. O Estado Maior iraniano informou que o bloqueio do estreito será absoluto, enquanto os Estados Unidos insistem na passagem de navios pelo corredor marítimo.

Antes, o conflito já havia apresentado bombardeios na região, com ações dos EUA contra alvos no Irã e ataques ao redor do estreito, em intervalos de cerca de quatro horas. O Centcom destacou que as ações visavam neutralizar ameaças a forças americanas e a navios mercantes.

Trump afirmou, durante fala no Despacho Oval, que os ataques podem continuar na quinta-feira se Teerã não aceitar as condições para um acordo de paz. O secretário de Defesa reforçou que o país está pronto para bombardear, se necessário, para pressionar Irã, segundo relatos de imprensa.

Especialistas avaliam que novas ofensivas não garantem concessões, já que Irã pode ver as ações como confirmação de firmeza norte-americana. Analistas ressaltam que as propostas de acordo envolvem sanções, desbloqueio de fundos e mudanças nucleares, pontos ainda contestados.

Mesmo com negociações em curso, uma delegação do Qatar, mediador, partiu de Teerã sem avanços significativos até o momento. A situação no Golfo permanece volátil, com risco de escalada caso haja erro de cálculo entre as partes.

Fonte: El País.

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