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Frente Polisário manterá negociações com Marrocos em todos os contextos

Polisário mantém diálogo com Rabat após morte de líder, reforçando busca pela autodeterminação em meio a ataques aéreos

Muro con posiciones militares construido por Marruecos hace cuatro décadas en el Sáhara Occidental para tratar de evitar ataques y avances del Frente Polisario.
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  • O Frente Polisario diz que manterá contatos bilaterais com Rabat “em todos os contextos possíveis”, mesmo após a morte de um de seus líderes.
  • Lahbib Mohamed Abdelaziz, comandante do Exército Saharaui, foi morto em um ataque com drone marroquí durante uma fase de retirada; há relatos de menores de idade entre as vítimas e de dezenas de feridos ao longo dos ataques com drones nos últimos anos.
  • O Polisario responsabiliza Rabat pelo ataque e por manter a escalada militar; Jalil Mohamed Abdelaziz, irmão do líder falecido, diz que o preço da defesa da dignidade é alto e que o grupo seguirá firme.
  • Haidar aponta um duplo recado: desengajamento de Rabat com a ONU e a firme determinação do povo saharaui de lutar pela autodeterminação, apesar dos custos.
  • O conflito está marcado pela presença do Muro de terra que divide o Sahara Ocidental; país recebe apoio internacional a Rabat, enquanto a liderança saharaui busca solução baseada na autodeterminação, conforme resoluções da ONU.

El Frente Polisario manterá contatos com Rabat em todos os contextos, mesmo após a morte de um de seus líderes por drone marroquino. O grupo confirma que as negociações continuam nos últimos meses. A declaração foi dada em meio a críticas ao ataque.

O ataque ocorreu quando Lahbib Mohamed Abdelaziz, comandante do Exército Saharaui e filho do ex-presidente Mohamed Abdelaziz, foi morto durante uma operação de retirada. Outras dezenas ficaram feridas em confrontos recentes entre as partes, segundo autoridades saharauis.

Abdulá Arabi, representante do Polisário na Espanha, afirma que o movimento está acostumado a dialogar em vários cenários. Ele descreve o ataque como parte de uma série de ações bélicas na região desértica.

Jalil Mohamed Abdelaziz, irmão de Lahbib e delegado do Polisário em Madrid, diz que a resistência continua com dignidade. Ele viaja para o território liberado para as exéquias, reforçando o compromisso do movimento com sua autodeterminação.

Contexto regional

O território do Sáhara Ocidental está separado por um muro de terra construído por Marrocos. Aproximadamente 20% do território permanece sob controle do Polisário, enquanto o restante fica sob domínio marroquino. A ONU mantém a mediação como marco para uma solução.

O governo espanhol tem sido citado como aliado de Rabat em planos de resposta e posicionamento regional, em linha com a diplomacia europeia. O presidente espanhol, Arturo Sanchez, já sinalizou apoio a uma relação bilateral estável, sem mencionar novas vias de solução imediata.

Aminatu Haidar, ativista saharaui, destaca que o conflito envolve direitos fundamentais e exige respeito à autodeterminação. Ela reforça a percepção de que a solução passa por um caminho pacífico, com garantias democráticas para o povo saharaui.

O líder saharaui Brahim Gali, de 80 anos, reiterou que a solução deve respeitar o direito à autodeterminação, conforme resoluções da ONU. Gali recebeu o enviado da ONU para o Saara Ocidental, Staffan de Mistura, em momento de tensão após o ataque.

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