- Israel realizou ataques aéreos no Irã central e ocidental na segunda-feira, em resposta a ataques iranianos, mesmo após apelos de restraint feito pelo presidente dos EUA.
- Foi a primeira troca de ataques diretos entre Israel e Irã desde o cessar-fogo que interrompeu a guerra na região.
- O Irã, em retaliação ao ataque de Beirute de Israel, fechou o espaço aéreo de Teerã e disse que israelenses teriam usado mísseis lançados por ar, segundo a Guarda Revolucionária.
- Um alto funcionário dos EUA afirmou que o presidente Trump ligou para o primeiro-ministro israelense, pedindo que não retaliasse imediatamente, reiterando que “ele manda em tudo”.
- A escalada gerou impactos econômicos e de segurança na região, com alta do Brent e sirenes de alerta na Arábia Saudita, além de evacuação forçada de Tyre e ações militares em Beirute.
Israel atingiu alvos centrais e ocidentais no Irã na segunda-feira, em um movimento considerado como resposta às provocações iranianas. O ataque ocorre após o pedido de contenção feito pelo presidente dos EUA a Israel, tentando evitar uma escalada regional.
O confronto marca a primeira troca direta de ataques entre Israel e Irã desde o cessar-fogo que interrompeu a guerra unilateral entre EUA, Israel e Irã, em abril. Pequenas ações seguidas de retaliações envolvem também o Líbano e o Iêmen, ampliando o spectro de conflito.
O ministro de Relações Exteriores de Israel afirmou que o país atingiu um centro de comando de militantes em Dahiyeh, Beirute, em resposta a disparos de Hezbollah contra território israelense. Dois mortos e 20 feridos foram registrados, segundo a saúde libanesa.
Reação iraniana não se fez esperar: o regime informou que dezenas de mísseis foram lançados contra o norte de Israel, com todos sendo interceptados ou caindo em áreas abertas. A Guarda Revolucionária acusou Israel de usar mísseis balísticos lançados do ar.
Em meio à tensão, o espaço aéreo em Teerã foi fechado próximo ao aeroporto Imam Khomeini. Além disso, houve alertas de mísseis na Arábia Saudita, em área próxima à base de Prince Sultan, onde há tropas americanas.
Trânsito estratégico e financeiro apontou volatilidade: o petróleo Brent subiu, atingindo mais de 96 dólares o barril, com queda acentuada em bolsas da Ásia. A comunidade internacional acompanha de perto a evolução do conflito e suas consequências regionais.
A tensão envolve ainda o Irã e o Líbano, com o Irã afirmando que os ativos dos EUA e de Israel se tornaram alvos legítimos. Trump informou a interlocutores que não pretendece que o Hezbollah participe de acordos de paz com o Irã, mantendo postura de pressão.
O episódio amplia o risco de uma guerra regional, com o envolvimento de forças locais e milícias apoiadas por potências externas. Analistas destacam a necessidade de retorno a negociações com foco na redução da violência.
Observação: a cobertura baseia-se em relatos veiculados pela imprensa internacional, incluindo a Guardian e agências associadas, com desdobramentos em tempo real.
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