- Israel bombardeou áreas no sul de Beirute neste domingo, o primeiro ataque na capital desde a renovação do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos; duas pessoas morreram e outras onze ficaram feridas.
- Os ataques foram realizados sem aviso prévio e miraram uma instalação da milícia Hezbollah na região de Dahiyeh.
- O governo de Israel afirmou que o bombardeio foi uma resposta a disparos do Hezbollah contra território israelense nas horas anteriores.
- O Irã criticou a ação, dizendo que agressões podem justificar retaliações contra bases americanas e instalações israelenses no Oriente Médio.
- O cessar-fogo mais recente exige que ambos os lados se abstenham de novas ações e prevê o fim da presença armada do Hezbollah no sul do Líbano, com zonas-piloto, mas o acordo segue frágil.
O exército de Israel efetuou ataques no sul de Beirute neste domingo, 7, atingindo áreas na região de Dahiyeh, reduto do Hezbollah. Os bombardeios ocorreram sem aviso prévio, após a renovação de um cessar-fogo mediado pelos EUA.
Segundo a agência libanesa oficial, duas pessoas morreram e 11 ficaram feridas. As ofensivas marcam a primeira investida contra a capital libanesa desde a retomada do acordo de trégua na sexta-feira.
O governo israelense informou que os ataques foram uma resposta a disparos do Hezbollah contra o território israelense ocorridos horas antes. O Exército de Israel confirmou ter visado uma instalação da milícia na área sul de Beirute.
Contexto do cessar-fogo e desdobramentos
O acordo vigente previa a abstinência de ataques recíprocos, com o Hezbollah sob pressão para reduzir a presença armada no sul do Líbano. No entanto, confrontos locais persistem desde meados de abril, com mortes e deslocamentos significativos no país.
Enquanto isso, o Irã condenou o bombardeio a Beirute, afirmando que a agressão pode justificar retaliações contra bases americanas e instalações israelenses na região. O regime iraniano é aliado do Hezbollah.
Reações regionais e implicações
Autoridades dos EUA destacaram que o ataque não surpreendeu a Casa Branca, e que há histórico de retaliação israelense para conter supostas ameaças do Hezbollah. O presidente Netanyahu tem reiterado a disposição de agir para limitar a atuação do grupo.
Em paralelo, o conflito envolve riscos para o comércio regional, com potencial impacto nos preços de energia e na segurança marítima pelo Estreito de Ormuz. A situação segue sob monitoramento internacional.
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