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Israel ataca subúrbios de Beirute apesar de exigência de Trump

Israel ataca Dahiyeh, arredores de Beirute, perto do aeroporto; dois mortos e onze feridos, contrariando pressão de Trump para não agir

Agentes de seguridad libaneses, junto al edificio golpeado por un bombardeo israelí en Dahiyeh, el suburbio al sur de Beirut, este domingo.
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  • Israel bombardeou os subúrbios de Beirut, nas proximidades do aeroporto internacional, deixando ao menos dois mortos e onze feridos.
  • O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que o ataque visou um suposto “-centro de mando terrorista” em Dahiyeh, área controlada pelo Hezbollah.
  • O ataque ocorre enquanto governos do Líbano e de Israel buscavam uma trégua mediada pelos Estados Unidos.
  • O local atingido fica próximo ao aeroporto e é rodeado por Dahiyeh, região onde o Hezbollah tem influência e oferece serviços à população.
  • Não quedó há confirmação pública sobre aprovação de Washington para a ação; segons a emissora Al Hadath, Israel informou a Washington sobre o ataque.

O exército de Israel lançou ataques aéreos nos arredores de Beirute, no Líbano, próximo ao aeroporto internacional, conforme anúncio oficial. O alvo foi apresentado como um centro de comando de grupos considerados terroristas, em resposta a ações do Hezbollah contra território israelense.

O ataque deixou ao menos duas pessoas mortas e 11 feridas, segundo o Ministério da Saúde do Líbano. Imagens mostraram uma torre residencial de sete andares com a fachada parcialmente destruída. O governo libanês confirmou as vítimas sem detalhes adicionais sobre a origem dos ferimentos.

Em comunicado conjunto, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmaram que a operação visa neutralizar ameaças do Hezbollah e responder a ataques recentes. O episódio ocorre em meio a fragilidades diplomáticas entre Beirute e Jerusalém, após renovação de um suposto cessar-fogo mediado pelos EUA.

Contexto regional

A intervenção ocorre em meio a tensões prolongadas na região, com foco também em Gaza, onde ataques continuam e o grupo Hamas é alvo de operações israelenses. Fontes regulatórias locais apontam que várias áreas do sul de Beirute, dominadas pelo Hezbollah, permanecem sob vigilância e risco de novos confrontos.

Ações israelenses no Líbano tiveram registro de danos em áreas próximas à fronteira desde 2023, ainda que Beirute esteja a mais de 80 quilômetros do território israelense. Observadores apontam que a nova ofensiva pode complicar qualquer avanço diplomático e influenciar a dinâmica da estabilidade regional.

O governo libanês, que busca desarmar o Hezbollah, enfrenta dificuldade para aplicar acordos de cessar-fogo. Autoridades insistem na necessidade de um desfecho político que garanta soberania e segurança, enquanto Israel mantém operações militares na região.

Desdobramentos

O ataque de hoje também ocorreu no momento em que Israel afirma controlar parte do território na Faixa de Gaza, reiterando objetivos de desmantelar a liderança do Hamas. Informações de agências internacionais indicam novos bombardeios em áreas de Jan Younis e Al Mawasi, com saldo de vítimas não confirmado em diferentes relatos.

Outras frentes de conflito na região incluem operações de vigilância aérea e ordens de deslocamento para civis em áreas de risco. As autoridades israelenses continuam afirmando a necessidade de proteger comunidades fronteiriças, com previsões de novas ações caso persista a ameaça.

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