- O Exército de Israel e a milícia Hezbolá voltaram a trocar ataques na madrugada de sexta, mesmo com o alto fogo negociado em Washington.
- Aviações israelenses atingiram as proximidades do Hospital Jabal Amel, em Tiro, no sul do Líbano, com mais de quatro mísseis; houve uma morte e pelo menos 14 feridos.
- Hezbolá afirmou ter atingido com mísseis de precisão uma concentração de veículos e soldados próximos ao Castelo de Beaufort, em resposta a suposta violação do cessar‑fogo.
- O cessar‑fogo foi acertado entre Israel e Líbano com mediação dos Estados Unidos, condicionando o recuo de Hezbolá às atividades no sul do território libanês.
- O conflito no sul do Líbano persiste desde abril, com centenas de mortes e destruição significativa, apesar de acordosSAL de alto fogo.
OExército de Israel e a milícia xiita libanesa Hezbollah voltaram a trocar ataques na madrugada de sexta-feira, mesmo após o acordo de alto fogo negociado em Washington. A ofensiva ocorreu no sul do Líbano, com ataques aéreos contra áreas próximas ao hospital Jabal Amel, em Tiro.
Segundo a Agência Nacional de Notícias libanesa (ANN), aeronaves israelenses lançaram mais de quatro mísseis nas imediações do hospital, acrescentando bombardeios de artilleria contra Deir Amas, também na região de Tiro. Não há confirmação imediata de danos específicos ao hospital.
Hezbollah afirmou ter respondido com um míssil de precisão dirigido a uma concentração de veículos e soldados israelenses nas proximidades do Castelo de Beaufort, alegando violação do alto fogo pelos israelenses e ataques a aldeias do sul do Líbano.
A escalada ocorre em meio a negociações envolvendo autoridades israelenses, libanesas e a mediação dos Estados Unidos, que anunciaram um cessar-fogo condicionado ao término de ataques por parte de Hezbollah. O telefone de contatos para a trégua permanece ativo.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, indicou que aguarda respostas internas às propostas de paz, destacando que o cessar de hostilidades sólido poderia ocorrer 24 horas após sinal verde. Hezbollah criticou as negociações como insuficientes.
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, disse que o cessar-fogo deve ser integral e que os ataques continuarão até que haja garantias concretas. O acordo criado prevê áreas-piloto no Líbano sob controle do Exército, com restrição de presença de Hezbollah.
O sul do Líbano passou a ser cenário de confrontos entre Israel e Hezbollah desde 2023, com novos choques desde fevereiro. A violência recente elevou o número de vítimas e de deslocados na região, apesar de tratativas de cessar-fogo em andamento.
Entre na conversa da comunidade