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Navegação pelo Estreito de Ormuz: jogo de gato e rato pode terminar em morte

Settebello é atingido por míssil na passagem do estreito de Ormuz; três tripulantes indianos morrem, elevando para catorze as mortes desde 1 de março

Fotograma de un vídeo que muestra la llegada de un misil estadounidense a la proa del carguero 'Jalveer', el pasado 10 de junio en el golfo de Omán.
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  • Às 23h14 de terça, a Marinha dos Estados Unidos lançou um míssil contra a proa do cargueiro Settebello, com 28 tripulantes a bordo, dos quais 24 eram indianos, enquanto navegava pelo estreito de Ormuz, no Golfo de Omã; Washington afirma que a tripulação desobedeceu ao bloqueo marítimo imposto desde 13 de abril.
  • Na quinta-feira, a Índia confirmou a morte de três tripulantes do Settebello: Patnala Suresh (engenheiro chefe), Aditya Sharma (cadete) e Shivanand Chaurasiya (mecânico de motores); o ataque foi realizado pela Aviação dos Estados Unidos, segundo autoridades indianas.
  • O Settebello não estava numa lista internacional de navios sancionados, mas era associado a uso como “barco fantasma” para tráfico de hidrocarbonetos; o transponder foi ligado pela última vez em 31 de maio; último porto foi Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos; proprietária é a IOS MARINE-FZE.
  • Segundo a Organização Marítima Internacional, ao menos quatorze tripulantes morreram em quarenta e três incidentes no Golfo desde 1º de março; a estimativa do Sindicato de Marinheiros Mercantes Iraníes indicava quarenta e oito mortos até abril, incluindo casos sem relação direta com navios civis.
  • O Comando Central dos Estados Unidos informou que imobilizou oito embarcações irregulares, desviou quarenta e quatro que cumpriam normas e permitiu a passagem de quarenta e dois que prestavam ajuda humanitária; a navegação na região permanece arriscada e tensa.

O monitoramento no estreito de Ormuz ganhou novo capítulo na noite de terça, quando uma aeronave militar dos EUA lançou um míssil contra a proa do cargueiro Settebello, com 28 tripulantes a bordo, sendo 24 de nacionalidade indiana. O incidente ocorreu às 23h14 no Golfo de Omã, após o navio não respeitar o bloqueio marítimo imposto pelos EUA desde 13 de abril. Três indianos morreram na sequência, segundo autoridades indianas.

A marinha dos EUA afirma que a tripulação desobedeceu instruções repetidas do bloqueio. O Settebello, dedicado ao transporte de petróleo, não integrava lista de embarcações sancionadas pela ONU, mas era associado a alegado uso iraniano de navios fantasma para tráfico de hidrocarbonetos. O navio havia desligado o transponder AIS em 31 de maio, prática observada em áreas de conflito.

História recente e balanços

A Organização Marítima Internacional registra, desde 1º de março, pelo menos 14 mortes em 43 incidentes nas águas do Golfo, relacionados a operações entre forças ocidentais e eventos no Irã. Análises privadas estimam números mais altos entre marinheiros iranianos e outros trabalhadores do mar, sem incluir a Marinha iraniana. O caso do Settebello elevou a oitiva de vítimas entre civis na região desde o início da escalada.

Settebello tinha bandeira de Palau desde novembro e, segundo a proprietária IOS MARINE-FZE, operava com registro em Fujairah, Emirados Árabes Unidos. O navio, que transportava combustível, não estava sob sanção listada internacionalmente, mas figura em registros sobre uso de navios para comércio irregular de petróleo. O último porto declarado foi Fujairah.

Como parte do contexto, as autoridades indianas identificaram os três mortos como o engenheiro-chefe Patnala Suresh, o cadete Aditya Sharma e o mecânico Shivanand Chaurasiya. Nova Delhi convocou o encarregado de negócios dos EUA para protestar formalmente. O ataque é apresentado como parte de uma série de ações para forçar o cumprimento de bloqueios no estreito.

O episódio ocorreu no mesmo período em que dois outros navios foram atingidos sem óbitos: o ferri Marivex, com evacuação de 24 tripulantes de origem indiana, após ataque de aeronave dos EUA; o Jalveer, atingido por dois mísseis de precisão, sem mortes, em novo esforço de bloquear o fluxo de petróleo pela região.

O Centcom informou que oito embarcações foram imobilizadas por não cumprir as normas, 134 foram desviadas para cumprir, e 42 receberam passagem para auxílio humanitário. A região permanece sob tensão após mais de 100 dias de conflito, com navegação no Golfo de Omã ainda arriscada para muitos navios que tentam atravessar a área.

A imprensa internacional aponta que a pressão militar tem se intensificado no Golfo, com operações que afetam a circulação de navios civis e a vida de tripulantes de várias nacionalidades. O balanço de incidentes e vítimas continua em atualização, com diferentes fontes ainda consolidando números e identificašões dos marítimos envolvidos.

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