- Em maio, ataques russos a Kyiv envolveram aproximadamente 600 drones e 90 mísseis; a defesa ucraniana interceptou a maior parte, mas alguns atingiram alvos.
- Um morador de Kyiv, Andrei Murzin, e sua esposa se abrigaram em uma garagem após avisos de ataques; o filho dele ficou na estação de metrô Lukianivska, onde houve explosões e danos.
- Em Kyiv e arredores, quatro pessoas morreram e quase 100 ficaram feridas; vários locais culturais, incluindo o museu de Chernobyl e o Museu Nacional de Arte da Ucrânia, foram danificados ou destruídos.
- Em resposta aos ataques, o presidente Volodymyr Zelensky pediu aos Estados Unidos mais interceptores de mísseis; autoridades russas alegaram alvos civis e atribuíram responsabilidade a Kyiv.
- Mesmo com o conflito, a vida cotidiana ressurgiu em ruas e transportes; a escola Kyiv Theological Seminary retomou aulas presenciais, com medidas de abrigo mantidas.
Ondas de ataques a Kyiv na noite de 23 de maio e a madrugada de 2 de junho deixaram regiões da capital sob fogo intenso, com drones e mísseis atingindo prédios, museus e áreas residenciais. A ofensiva rendeu dezenas de mortos e centenas de feridos, segundo autoridades locais.
Andrei Murzin, professor e diretor do Seminário Teológico de Kyiv, relatou ter passado a noite fora de casa após receber alertas de ataques vindo de fontes de informação. Ele e sua esposa ocuparam um espaço de armazenamento no estacionamento de um carro, em busca de proteção. O tráfego de explosões foi ouvido ao redor.
A cidade registrou danos significativos em vários setores. No conjunto urbano, museus e locais culturais sofreram avarias, incluindo o Museu de Chernobyl e o Museu Nacional de Arte da Ucrânia. Em áreas periféricas, houve registros de mortes e numerosos feridos.
Durante o período de maior ataque, a rede de defesa aérea buscou interceptar a maioria dos drones e mísseis. Apesar disso, parte dos ataques conseguiu atingir seus alvos, com consequências graves para moradores e infraestruturas. Em outras áreas da região de Kyiv, serviços civis se mantiveram operando para atender a população.
Criada para estudantes e moradores, a rede de metrô de Kyiv permaneceu como abrigo para civis sem proteção adequada. Em relatos vindos de uma estação próxima, explosões causaram danos estruturais e deslocamentos de escombros para áreas de abrigo.
O presidente ucraniano pediu dos EUA e de aliados mísseis de defesa adicionais para conter ataques de maior escala. A resposta internacional, porém, manteve-se com postura de apoio aos mecanismos de defesa e a continuidade de negociações com foco em cessar-fogo.
Analistas destacam que a ofensiva pode sinalizar tentativa de desgaste de capacidades bélicas russas, com reflexos na política interna russa e no equilíbrio regional. Em Kyiv, a vida cotidiana segue com atividades comuns durante o dia, apesar das interrupções ocasionais.
Na semelhança de episódios anteriores, escolas e instituições privadas, como a Kyiv Christian Academy, reportaram impactos indiretos, principalmente em janelas e estruturas próximas a áreas de ataque. Famílias e comunidades locais avaliam a permanência no país diante do aumento de ataques.
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