- O Comando Sul dos EUA informou mais um ataque a uma embarcação acusada de tráfico de drogas no Pacífico leste, sendo o terceiro neste semana e levando o saldo a 202 mortes.
- O ataque teve ordem do general Francis L. Donovan, comandante máximo dos EUA na América Latina, que também se reuniu com autoridades militares de Cuba perto da base de Guantánamo.
- A embarcação foi descrita como envolvida em operações de narco-tráfico e operada por uma organização designada como terrorista; não foram apresentadas evidências públicas.
- O vídeo do ataque, em cores, mostra a embarcação sendo atingida e pegando fogo, com objetos espalhados na água ao redor.
- Organizações de direitos humanos e a ACLU questionam a legalidade das ações, dizendo que são execuções extrajudiciais ilegais, enquanto o debate sobre a legalidade persiste.
O Exército dos EUA realizou mais um ataque naval no Pacífico leste, atingindo outra embarcação acusada de tráfico de drogas. Três homens morreram na operação, a terceira de uma série de ataques nesta semana, elevando o saldo de vítimas para 202 pessoas.
A ofensiva foi anunciada pelo US Southern Command, que descreveu a embarcação como envolvida em operações de narco-tráfego e operada por um grupo considerado terrorista. O comando não apresentou evidências públicas para sustentar a alegação.
Segundo o comando, a ação ocorreu por ordem do general Francis L. Donovan, chefe do comando americano na América Latina. Donovan também se reuniu na sexta-feira com militares cubanos perto da base naval de Guantánamo, em território cubano.
Imagens divulgadas pelos militares mostram a embarcação pequena no mar, sendo atingida e tomada por uma chama — o vídeo aparece em cores, diferente do habitual em preto e branco. As cenas mostram o navio pequeno ficando em fogo e cercado por fragmentos na água.
As mortes elevam o saldo das operações iniciadas no início de setembro. Na semana, duas novas ações foram anunciadas, aumentando debates sobre a legalidade dessas medidas no contexto da luta contra cartéis de drogas na região.
Legalidade e críticas
Organizações de direitos humanos questionam a legalidade dos ataques, referindo-se a execuções extrajudiciais. Grupos como Human Rights Watch e Amnistia Internacional destacam riscos de violações de direitos humanos. A ACLU também contestou as alegações oficiais contra as embarcações-alvo, classificando-as como inconsistentes.
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