- Nesta madrugada, Kiev e a região foram alvo de um dos maiores bombardeios da guerra, com mais de seiscentos drones e noventa mísseis.
- O ataque também contou com o uso do míssil hipersônico Oréshnik, com seis ogivas, em uma base não revelada em Bila Tserkva, ao sul de Kiev.
- Além do Oréshnik, foram usados mísseis de cruzeiro e balísticos lançados de terra, mar e ar, causando danos em vários distritos e fogo em dezenas de edifícios.
- Ao menos duas pessoas morreram e oitenta ficaram feridas; o centro de Kiev sofreu impactos significativos, incluindo o Museu Nacional de Arte da Ucrânia.
- O presidente ucraniano Volodímir Zelenski disse que a ofensiva combina mísseis e drones para saturar as defesas, em meio a relatos de menor taxa de interceptação pela Ucrânia.
Após a madrugada deste domingo, Kiev e região sofreram um dos maiores bombardeios da guerra, realizado pela Rússia. Mais de 600 drones e 90 missiles atingiram a capital ucraniana e áreas vizinhas, em uma ofensiva que envolveu diferentes tipos de armamento.
O objetivo principal foi Bila Tserkva, município ao sul de Kiev, onde seis ogivas do misil Oréshnik atingiram uma área não revelada. As autoridades relatam danos significativos em edifícios e incêndios em vários distritos, com Museus e infraestrutura cultural atingidos.
Além do Oréshnik, o ataque incluiu misseis de cruzeiro e balísticos lançados de terra, mar e ar, acompanhados de rajadas de drones Shahed para saturar defesas. Kiev registrou pelo menos duas mortes e cerca de 80 feridos.
Danos, duração e resposta
As autoridades locais descrevem uma ofensiva de cinco horas, com impactos em diferentes áreas da cidade. O centro de Kiev sofreu danos relevantes, incluindo o Museu Nacional de Arte. Refúgio ocorreu em estações de metrô durante a madrugada.
O presidente ucraniano, Volodímir Zelenski, afirmou que a ofensiva representa uma nova tática de terror, com uso coordenado de mísseis e drones para sobrecarregar as defesas. Segundo as Forças Aéreas da Ucrânia, 55 projéteis foram interceptados, pouco mais da metade do total.
Contexto estratégico
Este ataque marca o maior ataque com mísseis em 2026 contra Kiev, superando eventos anteriores. Zelenski havia alertado, no sábado, sobre a possibilidade de um disparo do Oréshnik. A OTAN informou ter detectado movimentos de lançamento na base associada ao misil na região de Astracán.
Historicamente, o Oréshnik já foi utilizado pela Rússia três vezes contra Ucrânia nos quatro anos de conflito. A primeira ocorreu em novembro de 2024, na província de Dnipropetrovsk, seguida de um ataque a Lviv em janeiro passado.
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