- Mais de 20.000 incidentes de “violência relacionada à comida” foram documentados desde 2018, segundo análise recente.
- Os ataques incluem 1.261 strikes em mercados usados por famílias para compras diárias e 863 ocorrências em que sistemas de distribuição de alimentos foram alvo, com trabalhadores mortos.
- O estudo compilou 21.403 incidentes em 15 países onde suprimentos alimentares foram deliberadamente visados desde 2018, quando a Assembleia Geral da ONU condenou a tática.
- Países com mais ocorrências são: território palestino ocupado (9.013), Iêmen (1.863) e Sudão (1.605). Em Sudão, um ataque recente a um mercado deixou 28 mortos.
- Entre outubro de 2023 e o fim de 2025, mais de 10.300 pessoas foram mortas ou feridas tentando obter ajuda humanitária.
Mais de 20 mil ataques a estruturas ligadas à alimentação foram registrados nos últimos oito anos, segundo análise recente. O estudo aponta o uso de fome como arma de guerra em diversos conflitos, com foco em cadeias de suprimento e mercados.
Foram identificados 1.261 ataques a mercados onde famílias costumam comprar alimentos, e 863 incidentes contra sistemas de distribuição, com trabalhadores mortos ou feridos. As ações ocorrem em várias regiões sob conflito.
A pesquisa, que acompanha o período desde a resolução 2417 da ONU de 2018, mostra que o alimento é alvo frequente em zonas como Gaza, Sudão, Líbano e Haiti, entre outras, prejudicando a segurança alimentar local.
Dados da Insecurity Insight totalizam 21.403 incidentes em 15 países desde 2018, quando o Conselho de Segurança condenou a negação de ajuda humanitária como tática de guerra. Além disso, foram 1.909 ataques a lavouras e 563 a infraestrutura hídrica.
Entre os locais com maior volume de relatos estão o Território Palestino Ocupado (9.013 ataques), Iêmen (1.863) e Sudão (1.605). Em áreas como Sudão, um ataque com drone a um mercado movimentado matou 28 pessoas.
Casos recentes em Sudão ocorreram em mercados lotados, segundo testemunhas, com impacto direto na população civil. Outros países com ataques recorrentes à alimentação incluem Síria e Mali, mostrando uma tendência global.
Ao longo de 2023 a 2025, mais de 10 mil civis perderam vida ou ficaram feridos ao tentar acessar ajuda alimentar, segundo a análise. Organizações alertam para falhas na implementação da resolução 2417.
Giulia Contò, da Action Against Hunger, ressalta que a fome causada por conflitos não é apenas manchete, mas violência diária. Ela aponta impactos desproporcionais sobre mulheres, crianças e cuidadoras.
Em meio ao agravamento das crises, agências da ONU destacam que dois terços da fome aguda estão concentrados em 10 países afetados por conflitos, exigindo resposta coordenada da comunidade internacional.
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