- Um ataque ucraniano com drones atingiu uma escola de ensino médio em Starobelsk, na região de Luhansk, provocando desabamento de dormitório.
- Pelo menos seis pessoas morreram, 39 ficaram feridas e 15 estão desaparecidas, segundo autoridades russas; havia 86 jovens entre 14 e 18 anos no dormitório.
- O presidente Vladimir Putin disse que o ataque ocorreu em três ondas, com 16 drones, e que não havia alvo militar próximo, prometendo resposta do Exército russo.
- O Ministério das Relações Exteriores da Rússia qualificou o ataque como deliberado contra civis e acusou países ocidentais de ajudar Kiev.
- O Estado-Maior ucraniano afirmou ter atingido o “quartel-general” de uma unidade russa na região, ressaltando que as ações visam infraestruturas militares e cumprem o direito internacional humanitário.
Um ataque com drones reivindicado por fontes ucranianas atingiu uma escola de ensino médio em Starobelsk, na região de Luhansk, na noite de sexta-feira. Ao menos seis mortos e 15 desaparecidos foram registrados até o momento, segundo autoridades russas, enquanto 86 jovens entre 14 e 18 anos estavam no dormitório do complexo escolar.
Segundo relatos da Rússia, o prédio desabou parcialmente após o ataque. Kiev, por sua vez, afirmou que o local correspondia ao quartel-general de uma unidade militar russa. Moscou negou a acusação. O presidente russo, Vladimir Putin, disse que o ataque ocorreu em três ondas com 16 drones e que não havia alvos militares nas imediações.
Putin prometeu resposta militar e destacou que o ataque foi deliberado. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou o episódio como ataque contra a população civil e acusou apoio ocidental a Kiev. O governo russo também citou denúncias de cooperação de países ocidentais com as Forças Armadas ucranianas.
Versões conflitantes sobre o alvo
O governador de Luhansk, Leonid Pasetchnik, publicou imagens de danos em edifícios próximos, com fogo e paredes chamuscadas. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, classificou o ocorrido como crime monstruoso. O Estado-Maior ucraniano afirmou ter atingido o quartel-general de uma unidade russa na região ocupada e afirmou que as operações respeitam o direito internacional humanitário.
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