- Irã disparou mísseis contra Israel durante a celebração da Páscoa judaica, e a milícia Hezbolá também participou com ataques no norte do país; Israel afirma ter feridos leves e mobilizou defesas.
- O governo iraniano disse que as ações serão mais contundentes, amplas e destrutivas até que os EUA e Israel reconheçam um “arrependimento permanente”.
- Amirhossein Hatamí, manifestante ligado aos protestos de janeiro, foi executado no Irã; trata-se do nono preso político a receber pena de morte, segundo informações de Ali Falahi.
- Em Jerusalém, palestinos ficaram sem acesso à Cidade Velha durante a Páscoa; a polícia fechou o passo a estrangeiros, exceto a alguns muçulmanos e judeus que iam ao Muro das Lamentações.
- A tensão envolve ainda questões como o estreito de Ormuz e o petróleo; autoridades francesas questionam possíveis operações militares, enquanto a embaixada dos EUA no Iraque teme ataques de milícias pró-Irã nas próximas 24 a 48 horas.
Israel em alerta: Irã lança mísseis contra Israel durante a Páscoa judaica; Hezbolá participa
O Irã lançou ondas de mísseis contra Israel na noite da Páscoa judaica em Jerusalém, ampliando a escalada militar na região. O ataque ocorreu como resposta a declarações do presidente dos EUA, que afirmou ter dizimado as capacidades militares de Teerã semanas após o início do conflito. Não houve confirmação de alcance exato dos alvos.
Israel informou alguns feridos leves e afirmou que seus sistemas de defesa foram acionados para interceptar as ameaças. Em resposta, o grupo xiita Hezbolá informou ter lançado foguetes contra o norte de Israel, ampliando o raio de confronto. O governo israelense reforçou a defesa e cobrou firmeza contra as ações iranianas e de seus aliados.
Contexto e desdobramentos
Um porta-voz das forças armadas iranianas disse que avaliações sobre as capacidades do país são “incompletas” e que novas ações serão mais contundentes, até que haja reconhecimento de repúdio permanente por parte dos EUA e de Israel. A intervenção iraniana também atingiu o sistema de saúde, segundo o governo iraniano.
Antes do pôr do sol, sirenes de alerta voltaram a soar em Jerusalém. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, avisou que Hezbolá e seu líder, Naim Qassem, pagarão um preço alto por ataques com 100 projéteis no feriado. A tensão também afetou a Cidade Velha, onde palestinos enfrentaram restrições de acesso.
Impacto humano e geopolítico
A região vivenciou desocupação de áreas públicas e fechamento de estabelecimentos no entorno de locais sagrados. Em Tel Aviv, imagens mostraram moradores celebrando a Páscoa em estacionamentos subterrâneos, diante da instabilidade.
O Irã também acusou ataques a instalações de saúde, citando o Instituto Pasteur de Teerã como alvo de ações coordenadas por EUA e Israel. O governo iraniano descreveu o ataque como violação da Convenção de Genève e associou o episódio a riscos para a saúde global.
Reações internacionais e cenários
O preço do petróleo subiu diante da interrupção de rotas como o Estreito de Ormuz e de ataques a instalações no Golfo. O Irã teria pedido um cessar-fogo com garantias para encerrar as ações militares, enquanto mediadores paquistaneses não reportaram novas negociações.
O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que não é realista imaginar uma operação militar para abrir o estreito de Ormuz sem cessar-fogo. Ele reforçou que ações militares poderiam levar muito tempo e expor seus corredores de passagem.
Perspectivas de segurança regional
A tensão ameaça ampliar-se para outros países da região. A Embaixada dos EUA no Iraque alertou sobre risco de ataques de milícias pró-Irã nas próximas 24 a 48 horas. O comunicado pediu que cidadãos americanos abandonassem o país imediatamente, citando possíveis alvos como infraestrutura e instituições ligadas aos EUA.
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