- Os houthis são um grupo militante do Iêmen, aliado do Irã, com atuação que já impactou o comércio global por causa de ataques no Mar Vermelho.
- Surgiram num conflito interno, tomaram Sana’a em 2014 e, em 2015, provocaram a saída do presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi, com intervenção de coalizão liderada pela Arábia Saudita.
- O conflito causou cerca de 377 mil mortes e deslocou 4 milhões de pessoas até 2021; a ONU mediou uma trégua em 2022 que, em grande parte, se manteve.
- A campanha no Mar Vermelho intensificou a perturbação de cadeias de suprimento globais após o ataque de 7 de outubro de 2023, ligado ao eixo de resistência do Irã.
- Os ataques cessaram após um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro de 2025; em 28 de março de 2026, os houthis lançaram mísseis contra Israel, anunciando continuidade das operações até o fim dos ataques.
Os Houthis são um grupo militante originário do Iêmen que atua como força política dominante no país. Possuem cerca de 20 mil combatentes e representam o ramo Zaidi do Islã. O grupo ganhou apoio maciço no início dos anos 2000 entre xiitas descontentes com corrupção.
Em 2014, os Houthis tomaram a capital Sana’a e, em 2015, depuseram o presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi. A intervenção militar liderada pela Arábia Saudita, com apoio ocidental, buscou expulsá-los do poder.
O conflito iemenita, desde então, causou centenas de milhares de mortes e a deslocação de milhões. O Conselho das Nações Unidas mediou uma trégua em 2022, que se manteve, em linhas gerais, até 2023.
Como parte de uma linha de alinhamento com o Irã, os Houthis passaram a mirar rotas de comércio no Mar Vermelho, alvo estratégico para o comércio global. Ações no estreito provocaram interrupções na cadeia de suprimentos.
As hostilidades no Mar Vermelho se intensificaram após o ataque a Israel em 7 de outubro de 2023, desencadeando ambiente de tensão regional. Os Houthis declararam resistência a ações israelenses e a ataques continuaram.
Em 2025, um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, entre Israel e grupos na região, contribuiu para reduzir o ritmo dos ataques. O grupo afirmou manter operações até cessarem ações contra civis em Gaza.
Os EUA apontam que o Irã tem apoiado, financiado e treinado os Houthis; o grupo nega ser uma proxy iraniana, embora reconheça afinidade política. Em março de 2026, os Houthis lançaram mísseis contra alvos israelenses.
A organização continua sob observação internacional, com foco em riscos para rotas comerciais e tensões entre blocos regionais. O tema permanece central para a estabilidade no Golfo e no comércio global.
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