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Trump anuncia conversas com o Irã e adia ataques à infraestrutura energética

Trump adia ataques a infraestruturas energéticas iranianas por cinco dias, diz haver diálogo produtivo; Teerã nega negociações e o tensionamento persiste

Destrozos en un edificio golpeado por un ataque en Teherán, la capital iraní, este lunes.
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  • Trump adia por cinco dias ataques à infraestrutura energética do Irã, alegando conversas “muito positivas” com Teerã.
  • Ele diz haver diálogo aberto e “importantes pontos de acordo”; Irã nega negociações e atribui as falas a ganhar tempo para baixar preços da energia.
  • Contatos teriam começado no domingo e seguiriam nesta segunda por telefone, com a participação de enviados dos EUA; fontes sugerem um possível interlocutor iraniano, o que Iran desmente.
  • Governo iraniano acusa Trump de manobra para desescalar e manter pressão sobre preços; em Teerã, ministros afirmam não ter respondido a pedidos de negociação.
  • Mercado reagiu: preço do barril caiu cerca de dez por cento; EUA mantêm forte presença militar na região, com planos de ampliar operações no Golfo.

Donald Trump adia ataques contra Irã por cinco dias e afirma conversas “produtivas” com Teerã. O anúncio acontece minutos antes de expirarmos o ultimato sobre o estreito de Ormuz e aponta para um diálogo aberto que pode continuar nesta semana. Irã nega negociações; Israel mantém silêncio.

Segundo o presidente dos EUA, houve contatos com Irã nos últimos dois dias e há “pontos de acordo” relevantes. A decisão de postergar ataques às infraestruturas energéticas iranianas depende do andamento dessas conversas, diz Trump em post na Truth Social. Washington aponta contatos iniciados no fim de semana.

Trump indicou que as negociações estão sendo conduzidas por enviados dos EUA, entre eles Steve Witkoff e Jared Kushner, responsáveis por negociações indiretas sobre o programa nuclear. O conteúdo dos encontros não foi detalhado pelas autoridades norte-americanas.

No Irã, o governo rejeita as informações sobre negociações. O Ministério das Relações Exteriores afirma que as declarações visam apenas ganhar tempo para pressionar preços de energia e ampliar o conflito. A versão iraniana sustenta que não houve canais abertos com Washington.

Fontes próximas a países da região indicam que o diálogo pode se deslocar para Islamabad, com mediação de terceiros. Omã também sinaliza atuação diplomática para facilitar um acordo que permita a passagem segura pelo estreito de Ormuz, sob condições que preservem a estabilidade regional.

Israel respondeu de forma contida até o momento, mantendo silêncio oficial sobre um possível fim rápido do conflito. O governo de Jerusalém observa os movimentos de Washington e reforça ações militares contra alvos específicos no território iraniano, sem anunciar mudanças estratégicas.

O panorama econômico reagiu ao anúncio. Após a divulgação, o preço do barril de petróleo recuou cerca de 10%, abaixo de 100 dólares. Mercados pedem clareza sobre a continuidade de tensões na região e a real possibilidade de desescalada.

Enquanto isso, o conflito já deixou milhares de mortos na região desde o início de março. O estreito de Ormuz permanece em situação tensa, com Irã controlando de fato os acessos a parte do canal de navegação, afetando fluxos de petróleo e gás na região.

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