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Bombas de cluster iranianas bypassam o Iron Dome e desafiam defesas israelenses

Mísseis iranianos com submunições atingem Israel central, desafiando a defesa aérea, deixando mortos e feridos e pressionando estoques de interceptores

Damaged apartment buildings in Ramat Gan after an Iranian missile strike on 22 March. Photograph: Paulina Patimer/Zuma Press Wire/Shutterstock
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  • Mísseis iranianos com munições cluster atingiram Israel central, com ao menos 15 pessoas feridas em um ataque recente.
  • O Khorramshahr, míssil iraniano de ponta, é capaz de carregar até 80 submunições.
  • Desde 28 de fevereiro, pelo menos 19 mísseis balísticos com ogivas cluster penetraram o espaço aéreo de Israel e atingiram áreas urbanas.
  • Israel afirma ter destruído mais de 70% dos lançadores iranianos, mas a defesa aérea ainda enfrenta dificuldades para interceptar todas as submunições.
  • Organizações de direitos humanos condenaram o uso de cluster munitions, e acusações mútuas de violações do direito internacional foram apresentadas pelos dois lados.

O conflito entre Israel e forças iranianas envolve o uso de munições cluster por parte de Irã, com impactos diretos em áreas urbanas de Israel. Em 5 de março, um post no X, ligado à liderança iraniana falecida, ameaçou ataques envolvendo o míssil Khorramshahr, o mais avançado do país, que pode carregar uma ogiva com até 80 subprojéteis. Desde então, a percepção de vulnerabilidade das defesas israelenses se manteve presente nas valutções de segurança.

A ofensiva em clusterização tem sido constante, com a maior parte dos mísseis lançados de Irã transportando ogivas com submunições. A ofensiva recente em território central de Israel deixou 15 feridos, segundo relatos de imprensa. A prática aumenta a pressão sobre o sistema de defesa Iron Dome, amplamente citado como uma das defesas mais sofisticadas do mundo.

Segundo o Exército de Defesa de Israel, cerca de metade dos mísseis lançados por Irã desde a escalada utiliza ogivas cluster. O Guardian, comparando dezenas de ataques iranianos, identificou ao menos 19 mísseis com esse tipo de ogiva que atingiram áreas urbanas desde o início da guerra em 28 de fevereiro, resultando em mortes e ferimentos.

As munições cluster dispersam dezenas de submunições ao longo de uma área ampla, o que dificulta a interceptação completa. A prática é proibida em muitos conflitos quando utilizada em áreas povoadas, embora Israel e Irã não sejam signatários da convenção de 2008 que proíbe o armamento. Organizações de direitos humanos destacaram violações legais em guerras anteriores envolvendo ambos os lados.

Especialistas apontam que a estratégia iraniana pode também visar esgotar estoques de interceptores, forçando Israel a gastar mais mísseis para neutralizar cada ameaça. Relatos indicam que o material de interceptação pode estar sob pressão, embora o tamanho exato do estoque permaneça reservado pelas autoridades.

Entre os impactos diretos, houve ataques noturnos que provocaram incêndios em Tel Aviv e arredores, com vídeos circulando online mostrando as submunições caindo sobre áreas urbanas. Em 18 de março, um ataque em Ramat Gan matou uma casal de sessentouros e um trabalhador estrangeiro de 30 anos em Adanim, evidência de danos civis significativos.

O comando israelense afirma ter destruído mais de 70% dos lançadores de mísseis iranianos, além de afirmar ter maior controle do espaço aéreo. Ainda assim, ataques com munições cluster continuam ocorrendo, mantendo sirenes e deslocamentos de população em momentos variados.

Em meio ao contexto, analistas observam que o uso de munições cluster representa uma mudança tática relevante, com impactos humanitários e operacionais. Dados de fontes independentes sinalizam um padrão persistente de ataques que desafiam defesas antiaéreas multi-camada.

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