- O Irã intensificou ataques a instalações de energia no Golfo, atingindo a refinaria Mina al-Ahmadi e instalações em Dubai, Abu Dhabi e Samref, na Arábia Saudita.
- O ataque iraniano ocorre após o Israel ter atacado o campo de gás South Pars, com Teerã prometendo mirar infraestrutura de petróleo e gás na região.
- O Ras Laffan, em Qatar, teve exportações reduzidas em cerca de 17% e perda de aproximadamente $20 bilhões em receita anual, com recuperação estimada em até cinco anos.
- Os Estados Unidos estão aumentando a presença militar na região, com três navios e 2.500 fuzileiros a caminho para substituir tropas, em meio a tensões com Iran.
- O Brent continua acima de US$ 100 por barril, elevando custos globais de gasolina, combustível de aviação e diesel.
A escalada de violência no Golfo Persa ganhou mais capítulos nesta sexta-feira, com novos ataques de drones iranianos a instalações de petróleo e gás na região. A ofensiva mira refinarias no Kuwait e nos Emirados, além de danos relatados à infraestrutura de energia na Arábia Saudita e a um terminal de LNG em Ras Laffan, no Qatar. O movimento vem em retaliação a ataques israelenses a alvos iranianos, elevando a tensão e as perspectivas de interrupção de fornecimentos globais.
Segundo a Kuwait Petroleum, houve incêndios em Mina al-Ahmadi, após drones atingirem a refinaria pelo segundo dia seguido. Em Dubai e Abu Dhabi também foram registrados impactos, enquanto a Saudi Aramco confirmou danos à refinaria Samref, conforme autoridades locais. O Irã havia prometido atingir a infraestrutura de energia do Golfo após o ataque de Israel ao campo de gás South Pars, responsável por parte significativa do gás natural iraniano.
O governo norte-americano tem aumentado a presença militar na região. Três navios de guerra com cerca de 2,5 mil fuzileiros devem chegar ao Oriente Médio para substituir tropas enviadas do Japão. O presidente dos EUA, Donald Trump, também afirmou estar disposto a ações contra o Irã caso haja continuação dos ataques a Qatar. A escalada mantém o Brent acima de 100 dólares por barril, pressionando preços globais de combustível.
Desdobramentos no Golfo
Israel comprometeu-se a não realizar novos ataques ao South Pars, sob pressão dos EUA. Ainda assim, as tensões permanecem altas com a possibilidade de novas ações militares. Comentários oficiais destacam que a situação pode afetar a continuidade de exportações de gás natural da região.
Espionagem no Reino Unido
Na Inglaterra, dois nacionais iranianos foram ao tribunal sob acusações de espionagem para o serviço de inteligência iraniano, mirando instituições judaicas e israelenses. As ações incluem alvos como a Bevis Marks, a Embaixada e Consulado de Israel em Londres e centros comunitários. O Reino Unido autorizou o uso de bases inglesas para ataques contra alvos iranianos relacionados ao estreito de Hormuz.
Eleições na Eslovênia
Neste domingo ocorre eleição parlamentar na Eslovênia, com disputa entre o líder liberal Robert Golob e o populista Janez Janša. A vitória pode depender de coalizões, já que nenhum dos blocos é esperado para obter maioria no Parlamento de 90 cadeiras. Golob prioriza políticas sociais, tecnologia verde e reformas institucionais; Janša defende cortes em welfare e incentivos a empresas.
Observações
O clima político global segue marcado por tensões entre EUA, Israel e Irã, com impactos potenciais sobre o comércio de energia e a estabilidade regional. Autoridades internacionais acompanham o desenrolar para evitar uma escalada que desorganize cadeias de suprimento no setor energético.
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