- O secretário da defesa dos EUA disse não haver prazo para encerrar a guerra contra o Irã e mencionou possibilidade de buscar mais de 200 bilhões de dólares em financiamento público.
- Hegseth afirmou que quinta-feira poderá ocorrer o maior pacote de ataques até agora, após reportagens sobre intensificação da campanha.
- Segundo ele, já foram atingidos mais de sete mil alvos no Irã e em sua infraestrutura militar; o objetivo é desmantelar a capacidade de mísseis, a base industrial de defesa e a marinha iranianas.
- A campanha envolve ações no Golfo para reabrir o estreito de Hormuz e inclui ataques a embarcações, minas e submarinos, além de operações no Iraque contra milícias alinhadas ao Irã.
- O alto escalão militar informou que a ofensiva se estende para novas áreas, com ataques de longo alcance penetrando território iraniano, e o ministro reiterou que os objetivos permanecem os mesmos desde o início.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que não há um prazo definido para encerrar a guerra dos EUA contra o Irã e não deixou de comentar a possibilidade de buscar mais recursos. A defesa também sinalizou que quinta-feira poderia representar o maior pacote de ataques até o momento.
A ofensiva militar liderada pelos EUA e Israel, iniciada há três semanas, continua a se expandir. O presidente Donald Trump já havia ameaçado recorrer a medidas contundentes, incluindo ações sobre grandes campos de gás, em resposta aos ataques iranianos a instalações na região.
De acordo com Hegseth, mais de 7 mil alvos já foram atingidos no Irã e em sua infraestrutura militar. A quinta-feira prometia, segundo o ministro, o maior conjunto de ataques já executado pelos EUA, com operações de alto impacto.
A gestão de Trump enfrenta pressão econômica e de aprovação, já que o custo da guerra aumenta; o petróleo reagiu com alta de preços. Em meio a esse cenário, o governo sinalizou manter a estratégia sem estabelecer um prazo de conclusão.
As autoridades destacaram que o objetivo principal é desmantelar a capacidade de lançamento de mísseis do Irã, enfraquecer a base industrial de defesa e a frota naval, e impedir que Teerã obtenha armas nucleares. Os planos permanecem, segundo autoridades, inalterados desde o início da operação.
Hegseth também rebateu críticas da imprensa sobre a progressão dos eventos, afirmando que a cobertura muitas vezes busca minar a operação. Segundo ele, houve distorção para associar custos elevados a falhas de estratégia, sem oferecer diagnóstico imparcial dos fatos.
O alto escalão enfatizou que o governo pretende buscar financiamento adicional junto ao Congresso para sustentar o conflito, citando um montante superior a 200 bilhões de dólares. A primeira fase da operação consumiu cerca de 13 bilhões de dólares, conforme cálculos da imprensa internacional.
O chefe do Estado-Maior Conjunto, General Dan Cain, reiterou que a campanha segue dentro dos objetivos traçados e avança para território iraniano. Foi indicado que ataques de longo alcance estão atingindo depósitos subterrâneos, base de drones e instalações de mísseis costeiras com munições de alto poder.
Do ponto de vista operacional, as forças dos EUA intensificaram a atuação na região do Golfo, com aeronaves de ataque rápido e unidades navais visando várias embarcações, incluindo mineiros. Em território iraquiano, helicópteros de ataque atingem milícias alinhadas ao Irã, ampliando o alcance da ofensiva.
Não houve declínio de tom por parte das autoridades, que mantiveram o discurso de progresso contínuo. A comunicação enfatizou que as ações são parte de uma estratégia de defesa nacional, com foco na neutralização de capacidades ofensivas iranianas.
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