- O ataque de Israel ao campo de gás iraniano South Pars foi coordenado com os Estados Unidos, segundo três funcionários israelenses, e provavelmente não será repetido.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não sabia sobre o ataque nas redes sociais.
- Os funcionários disseram não se surpreender com os comentários de Trump e compararam a situação a episódios anteriores envolvendo ataques a depósitos de combustível no Irã.
- Após o ataque, ataques iranianos causaram danos à maior usina de gás do mundo no Qatar, atingiram uma refinaria na Arábia Saudita e levaram os Emirados Árabes Unidos a fechar instalações de gás.
- Israel não assumiu publicamente a responsabilidade pelo ataque ao campo South Pars.
O ataque israelense ao campo de gás iraniano South Pars, ocorrido na quarta-feira, foi coordenado com os Estados Unidos, segundo três autoridades israelenses ouvidas pela Reuters. A ação atingiu infraestrutura energética no Qatar e no Oriente Médio, representando a mais significativa escalada na guerra de quase três semanas entre EUA e Israel contra o Irã.
Israel não assumiu publicamente a responsabilidade pelo ataque. Na noite de quarta, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que Washington não sabia desse ataque específico e que Israel não o repetiria caso o Irã não respondesse a Doha.
As fontes israelenses disseram que o caso segue um padrão já visto após ataques anteriores a depósitos de combustível no Irã, quando o Pentágono declarou que tais ações não seriam operações dos EUA. A informação reflete uma coordenação entre aliados, sem confirmação pública de responsabilidade de Israel.
Desde o ataque, ataques iranianos atingiram a maior planta de gás do mundo em Qatar, atingiram uma refinaria na Arábia Saudita e forçaram a Emirados Árabes Unidos a desligar instalações gasíferas.
Contexto regional
- As ações ampliaram o foco para infraestrutura energética na região, com impactos indiretos sobre fornecimento e segurança energética.
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