- A campanha israelense de ataques se expandiu para novas áreas de Beirute, atingindo apartamentos e prédios, perto de locais de governo, restaurantes e vias movimentadas.
- Hamza Hareb, entregador da Toters, evita carros com vidros escuros por temor de ataques à Hezbollah.
- Em Beirute, três dos quatro ataques de quarta-feira ocorreram sem aviso prévio, gerando incerteza sobre rotas seguras.
- Cerca de 3.000 entregadores em Beirute dependem do serviço para sustento em meio à crise econômica, e muitos continuam trabalhando.
- Mesmo deslocados, os motoristas seguem atuando para levar comida e necessidades básicas às famílias, enquanto aguardam o fim do conflito.
Beirute vive dias de tensão, com a ampliação dos ataques aéreos israelenses sobre a cidade. Em meio a prédios atingidos e ruas escombadas, motoboys de entrega enfrentam rotas arriscadas para atender pedidos, enquanto moradores permanecem em casa.
Hamza Hareb, entregador de 30 e poucos anos, evita veículos com vidros escuros, suspeitos de abrigar alvos de grupos armados. Ele atua para a Toters, uma das plataformas de entrega mais usadas no Líbano, que emprega cerca de 3 mil entregadores na capital.
Na quarta-feira, ataques atingiram bairros centrais de Beirute, perto de edifícios governamentais, restaurantes e vias com tráfego intenso. A cidade, já pressionada pela crise econômica, depende cada vez mais de entregas para acesso a refeições e itens básicos.
Toters afirma que orienta seus motoristas a não trafegar por áreas sob ordens de evacuação israelenses e a evitar vias de risco. A empresa também repassa informações a colegas quando há avisos para reagrupar rotas.
Para muitos entregadores, o trabalho representa sustento em meio à dívida externa e à instabilidade política prolongada. Alguns tiveram de deixar suas casas, mas continuam na linha de frente para manter o funcionamento de serviços essenciais.
Entre as entregadoras, destaca-se Marie Katanjian, uma profissional que também atua na Toters. Ela ressalta a necessidade de apoio mútuo entre colegas para garantir que famílias tenham acesso a comida, mesmo em meio ao conflito.
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