- O Irã afirma ter usado armas “nunca antes utilizadas” na guerra contra os Estados Unidos e Israel e que empregará mais nos próximos dias.
- Moradores de Emirados Árabes Unidos e de Israel relataram estrondos mais altos de interceptações recentemente.
- O Irã também tem utilizado mais ogivas de fragmentação em mísseis balísticos, segundo militares israelenses.
- O conflito começou em fevereiro, quando um ataque coordenado matou o líder supremo Ali Khamenei, levando EUA e Israel a intensificarem ações contra o Irã.
- A guerra já provocou dezenas de mortes entre civis e militares, expandiu-se para o Líbano com ataques do Hezbollah, e Mojtaba Khamenei foi eleito novo líder supremo do Irã.
O Irã afirma ter utilizado armas “nunca antes empregadas” na guerra contra EUA e Israel e promete usar mais nos próximos dias. O porta-voz do Exército iraniano, Amir Akraminia, disse que o país chegou a empregar armamentos inéditos e que novas ofensivas devem ocorrer em breve. O anúncio foi feito em entrevista à televisão estatal.
Segundo a declaração, o Irã também intensificou o uso de ogivas de fragmentação em mísseis balísticos, conforme leigos de defesa acompanhavam o tema. Militares de Israel indicaram que essas ogivas já foram usadas anteriormente, mas com maior frequência recentemente.
Moradores de Emirados Árabes Unidos e de Israel relataram barulhos de explosões decorrentes de interceptações antecipadas, associadas às ações anunciadas pelo Irã. A agência de defesa regional reforçou que as táticas visam principalmente alvos dos EUA e de Israel na região.
Contexto do conflito
O confronto entre EUA, Israel e Irã teve início no final de fevereiro, com ataques que resultaram na morte de várias autoridades iranianas e no empreendimento de retalições regionais. A resposta iraniana incluiu ações contra diversos países da região, com impacto em civis e infraestrutura.
Autoria dos ataques, destruição de navios e perdas humanas são tema de disputa entre as partes envolvidas. O governo iraniano sustenta que as ações miram interesses de adversários na região, enquanto Washington e seus aliados relatam danos a alvos militares e civis.
O conflito se estende até o Líbano, onde o Hezbollah, apoiado pelo Irã, realizou ataques contra território israelense. Em resposta, Israel realizou ofensivas aéreas contra supostos alvos do grupo, elevando a violência na região e o número de deslocados.
Entre na conversa da comunidade