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Trump convoca aliados para proteger o Estreito de Ormuz; Irã promete retaliação

Trump convoca aliados a enviar navios para proteger o Estreito de Hormuz, enquanto Irã promete escalada, elevando o risco de interrupção no abastecimento de petróleo global

An LPG gas tanker at anchor as traffic is down in the Strait of Hormuz, in Shinas
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu a aliados que enviem navios de guerra para proteger o Estreito de Hormuz, em meio a ataques entre EUA e Irã.
  • O Irã ameaça escalada na região como retaliação aos ataques aéreos norte-americanos a seu hub energético, mantendo posição de não apoiar cessar-fogo enquanto ataques civis continuarem.
  • O Exército dos EUA informou ter atingido mais de noventa alvos militares iranianos em Kharg Island; o Irã disse ter lançado nove mísseis balísticos e trinta e três drones contra os Emirados Árabes Unidos.
  • Sedimentos de petróleo sofrem interrupções, com operações de carregamento suspensas em Fujairah após ataques com drone; autoridades dos EUA recomendam que cidadãos deixem o Iraque.
  • Até o momento, o conflito já deixou mais de dois mil mortos, em grande parte no Irã, com ações militares e pedidos de evacuação de civis próximos a portos e alvos de EUA.

A tensão no Oriente Médio se intensifica: o Irã ameaça escalada regional para retaliação a ataques aéreos dos EUA contra um hub energético, enquanto Donald Trump pediu a países amigos que enviem navios de guerra para garantir a passagem no Estreito de Hormuz. A guerra já entra na terceira semana, com impactos em preços de energia e rotas de abastecimento.

Trump, durante fim de semana, pediu em rede social que petroleiras recebidas pelo Hormuz protejam a passagem, sinalizando coordenação com nações amigas para agilizar ações. Não houve confirmação de adesão imediata por parte de outros países.

Autoridades de Washington disseram que o governo tem buscado apoio diplomático para assegurar o trânsito marítimo pelo estreito, ponto-chave para a exportação de petróleo e gás. A estratégia ocorre conforme o conflito se prolonga e provoca interrupções no abastecimento global.

Teerã, por sua vez, rejeita qualquer cessar-fogo até o fim dos ataques aéreos liderados pelos EUA e por Israel. As forças iranianas mantêm ataques com drones e mísseis em várias frentes, inclusive contra infraestruturas no Golfo.

No terreno, ataques a alvos energéticos no Golfo foram monitorados ao longo do fim de semana. Um ataque com drones atingiu uma importante infraestrutura energética dos Emirados Árabes Unidos, enquanto autoridades americanas orientaram cidadãos a deixarem o Iraque após um ataque a uma embaixada em Bagdá.

Desde o início da escalada, em 28 de fevereiro, mais de 2 mil pessoas teriam morrido, segundo diversos relatos oficiais. Em Isfahan, na metade do país, houve registro de mortos em fábrica de refrigeradores e de aquecedores, de acordo com a agência de notícias semioficial Fars.

Teerã recomendou a evacuação de civis de áreas próximas a portos no Emirado, incluindo o Porto de Jebel Ali, em Dubai, e o Porto de Khalifa, em Abu Dhabi, além de atacar instituições financeiras ligadas a empresas americanas na região. O governo dos Emirados negou que ataques tenham partido do seu território.

A Guarda Revolucionária Iraniana classificou instalações relacionadas aos EUA como alvos legítimos, ao mesmo tempo em que o Departamento de Defesa americano relatou ações contra alvos militares no Irã, incluindo em Kharg Island, no Golfo.

No panorama do mercado, houve registros de suspensão de operações de carregamento de petróleo em alguns pontos do Golfo, em meio a ataques com drones e a interrupções em hubs de reabastecimento marítimo no emirado de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. Uma aeronave não identificada foi interceptada, e ainda há esforços de controle de danos decorrentes de detritos e incêndios.

O jornalismo aponta que a situação permanece sem sinais de resolução rápida, com lideranças iranianas mantendo postura firme e autoridades dos EUA buscando alianças para manter a passagem marítima segura no Hormuz.

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