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Teerã sofre explosões após promessa dos EUA de intensificar ataques

Após promessa de ataques mais intensos dos EUA, Irã lança ofensiva com mísseis e drones contra Israel e monarquias petroleiras, elevando o risco de queda no fornecimento

Registro de Teerã, capital do Irã, em 10 de março de 2026. Foto: AFP
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  • Por volta das 20h30, explosões abalaram Teerã após os EUA promoverem promessas de ataque mais intenso, com alvos ainda não confirmados.
  • O Irã lançou ofensiva de mísseis e drones contra Israel e monarquias petroleiras, algumas abrigando bases norte‑americanas.
  • A refinaria de Ruwais, nos Emirados Árabes, foi fechada após ataque de drones; autoridades destacaram risco para o abastecimento global de petróleo.
  • Houve disputa sobre o Estreito de Ormuz: Estados Unidos afirmaram ter apoiado a passagem de um navio petroleiro, enquanto a Casa Branca negou; a Guarda Revolucionária negou qualquer aproximação de navios estrangeiros.
  • Drones foram interceptados por Kuwait e Arábia Saudita; Bahrein informou dois mortos em ataque a residência; o Irã manteve tom retórico desafiador e autoridades anunciaram prisões por espionagem.

Explosões abalaram Teerã na noite de terça-feira, 10, após o anúncio dos EUA de intensificar ataques. O ataque ocorreu no fim da tarde, horário local, e teve como alvo não especificado na capital iraniana. A resposta iraniana prometida envolve ofensiva com mísseis e drones.

O Irã conduziu sua ofensiva contra Israel e várias monarquias petrolíferas, algumas situadas próximas de bases norte-americanas. As ações chegam em meio a uma escalada regional durante a qual Washington prometeu ações severas contra o Irã.

Moradores relataram lojas fechadas, escolas e muitos órgãos públicos encerrados. Comunicações limitadas dificultam contatos com o exterior, enquanto autoridades não confirmam detalhes sobre danos ou vítimas.

No entorno, relatos indicam que a violência atingiu estruturas de infraestrutura em outros países da região. Fontes locais mencionaram ataques com drones e confrontos de baixa intensidade em diferentes setores.

A refinaria de Ruwais, nos Emirados Árabes, teria sido fechada após ataque de drones, segundo testemunhas locais. Um taxista informou ter visto bolas de fogo e ouvira explosões no complexo.

Os Estados Unidos alertaram o Irã para evitar prejudicar o fluxo de petróleo global. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que não permitiria a exportação de petróleo pela região a partir de novo aviso.

O secretário de Energia dos EUA comentou sobre escolta de navio, mas a Casa Branca desmentiu informações de que houve escolta de petroleiro no Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária negou aproximação de navios americanos.

Pacotes de reação internacional acompanharam os desdobramentos. A Aramco destacou a importância da retomada do trânsito marítimo e a UE sugeriu medidas para mitigar o impacto nos preços. O chanceler alemão pediu evitar uma escalada sem fim.

O Irã manteve tom desafiador nas redes, com autoridades afirmando que não se intimidam. O presidente do Parlamento prometeu resposta firme a ataques a infraestruturas iranianas, em tom de retaliação.

No cenário interno, autoridades iranianas anunciaram prisões de 30 pessoas sob suspeita de espionagem, incluindo um estrangeiro não identificado. O governo não detalhou a nacionalidade nem as acusações específicas.

As ações iranianas seguem ocorrendo contra monarquias do Golfo. Kuwait, Arábia Saudita e Bahrein relataram derrubadas de drones e mortes associadas a ataques contra prédios residenciais no caso do Bahrein.

No Líbano, a ofensiva israelense contra o movimento Hezbollah continua, segundo o governo libanês. A ofensiva já provocou deslocamentos massivos na região, com números estimados em centenas de milhares.

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