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Israel não busca guerra eterna com o Irã, diz ministro das Relações Exteriores

Israel não busca guerra sem fim com o Irã e coordenará com os EUA o momento de encerrar os combates, diante da escalada regional

Israeli Foreign Minister Gideon Saar attends the inaugural Board of Peace meeting at the U.S. Institute of Peace in Washington, D.C., U.S., February 19, 2026. REUTERS/Kevin Lamarque/File Photo
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  • Israel afirma não buscar uma guerra sem fim com o Irã e disse que cooperará com os EUA sobre quando encerrar os combates, sem apresentar prazos públicos.
  • A ofensiva EUA-Israel contra o Irã já dura o 11º dia, envolvendo ataques do Irã a países vizinhos e confrontos de Israel com o Hezbollah no Líbano.
  • O ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, afirmou que o país continuará até o momento considerado adequado para parar, em conjunto com os parceiros.
  • Saar disse que não se busca uma vitória vazia e descreveu o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamanei, como extremista.
  • O chefe da diplomacia alemã destacou possibilidade de solução diplomática com condições sobre programas nucleares e de mísseis do Irã, que Teerã ainda não aceitou.

Israel afirma que não busca uma guerra sem fim com o Irã e que a decisão sobre quando encerrar os combates caberá aos aliados. O ministro do Exterior, Gideon Saar, fez a declaração nesta terça-feira em Jerusalém, acompanhado por seu homólogo alemão, sem fixar um prazo para o término do conflito.

A ofensiva entre Israel e Irã já chega ao 11º dia, envolvendo também ações na região. Longe de atuar isoladamente, o conflito inclui ataques iranianos a vizinhos, como os Emirados Árabes Unidos, e confrontos entre Israel e o Hezbollah no Líbano, além de ações contra instalações iranianas.

Saar afirmou que Israel continuará atuando até o momento considerado adequado por Israel e seus parceiros internacionais. Ele enfatizou que o objetivo não é uma guerra interminável, e que é fundamental buscar condições para encerar riscos existenciais apontados pelo Irã.

O ministro alemão, Friedrich Merz, apontou preocupações crescentes na Europa sobre a escalada e a ausência de um plano claro de encerramento. Saar reiterou que a meta é remover ameaças existenciais apresentadas pelo Irã, inclusive destruindo programas nucleares e de mísseis balísticos.

Segundo Saar, existe uma janela para criar condições que permitam aos iranianos conquistar mais liberdade, ainda que isso possa ocorrer apenas após o conflito. Ele destacou a importância de não desperdiçar oportunidades com resultados parciais.

O chanceler alemão em atividade, Johann Wadephul, foi o primeiro alto funcionário estrangeiro a visitar Israel desde o início da guerra. Ele disse ver potencial para uma solução diplomática com os EUA, desde que haja acordos com o Irã sobre programas nucleares, mísseis e apoio a milícias regionais.

Wadephul ressaltou que o Irã não sinalizou disposição para aceitar tais condições neste momento, o que complica qualquer acordo que interrompa o conflito. O relatório indica que autoridades internacionais continuam buscando caminhos diplomáticos, mas sem compromissos definidos.

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