- O atacante brasileiro Neto Acará, de 26 anos, atua pelo Newroz, no Iraque, perto da fronteira com Irã e Turquia.
- Segundo Neto, já existe um plano de fuga por terra para uma cidade turca com aeroporto, caso a escalada do conflito aumente.
- O Newroz fica em Souleymana, no Curdistão iraquiano, região autônoma governada pelo Governo Regional do Curdistão.
- A Federação Iraquiana informou que a FIFA confirmou os playoffs intercontinentais da Copa do Mundo, com o Iraque indo a Monterrey enfrentar o vencedor de Bolívia e Suriname no dia 31.
- Neto diz viver a ameaça de perto, acompanha diariamente o diretor do clube e não descarta evacuação se a situação se agravar; o jogador está acompanhado pela esposa.
O futebol recebe impactos diretos da escalada de violência no Oriente Médio. Aumentam ataques entre EUA, Israel e Irã, com retaliações que afetam a região onde atua o brasileiro Neto Acará.
Neto Acará, atacante de 26 anos natural de Acará, no Pará, defende o Newroz desde janeiro. Em conversa para o podcast Futebol no Mundo, o jogador afirmou que o clube mantém contato diário com atletas estrangeiros e já traçou um plano de evacuação.
O plano prevê atravessar a fronteira para a Turquia de carro, seguir para a primeira cidade turca com aeroporto e buscar saída terrestre para evitar o conflito. A ideia envolve deslocamento rápido, caso haja necessidade, segundo o atleta.
O Newroz fica em Souleymana, na região autônoma do Curdistão Iraquiano, próxima à fronteira com o Irã. A área é controlada pelo Governo Regional do Curdistão, com parlamento próprio e forças de segurança chamadas Peshmerga.
O jogador afirmou estar em alerta permanente e que a situação local vem se deteriorando. Ontem houve um ataque de drones a uma agência da ONU na cidade, o que elevou a preocupação entre a delegação e familiares.
Situação no Iraque e planejamento de evacuação
Nesta semana, a federação iraquiana informou que a FIFA confirmou os playoffs intercontinentais da Copa do Mundo. O Iraq encara o vencedor de Bolívia x Suriname em Monterrey, no México, no dia 31.
O técnico da seleção, Graham Arnold, está nos Emirados Árabes Unidos e não consegue deixar o país devido ao fechamento do espaço aéreo. A proximidade da fronteira aumenta a percepção de risco entre trabalhadores locais.
Neto relatou a comunicação constante com o diretor do clube. Caso a situação se agrave, há indicação de que a equipe possa deixar a cidade e buscar segurança em território turco.
O atleta ressalta que vive com a esposa e que ainda não há, ao certo, confirmação de continuidade do campeonato local. O receio atual é entender até onde a escalada pode avançar e quais serão os próximos passos.
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