- Ataques dos Estados Unidos atingiram Teerã, elevando a pressão militar e diplomática sobre o Irã, com a contagem de vítimas no país acima de 800.
- Prédios ligados ao governo foram bombardeados, incluindo instalações do Assembly of Experts e do Conselho Superior de Segurança Nacional, em meio a um esforço iraniano de substituir o líder supremo.
- O líder supremo Ali Khamenei foi morto, segundo o relato, junto com a esposa e a neta, levando o Irã a enfrentar uma crise de liderança e a considerar rapidamente a escolha de um novo clérigo.
- Autoridades iranianas negaram a retomada de negociações com o Ocidente, enquanto se observa uma disputa interna sobre como lidar com a pressão ocidental e o papel de possíveis concessões.
- A tensão com aliados do Golfo persiste, com riscos de impactos econômicos e de segurança, incluindo relatos de operações de inteligência de países estrangeiros na região.
O dia foi marcado por ataques aéreos dos EUA e de aliados contra a liderança iraniana, ampliando a pressão militar e diplomática sobre o país. Segundo relatos, o número de mortos em território iraniano ultrapassou 800, em um cenário de conflitos que também atingiu órgãos do regime e locais estratégicos em várias cidades.
Pelo menos dois alvos estratégicos foram atingidos em Teerã e Qom. Em Qom, a Assembleia de Especialistas, responsável por escolher um substituto para o líder supremo assassinado, ficou sob ataque, aumentando as incertezas sobre a continuidade do funcionamento das instituições. Em Teerã, houve ataque a um prédio que abriga um corpo mediador entre o parlamento e o Conselho Guardian, conforme informações divulgadas pela imprensa.
A tensão se ampliou após o assassinato do líder supremo Ali Khamenei, ocorrido no fim de semana, com relatos não confirmados sobre a morte de outros altos membros. As autoridades iranianas classificaram as ações como parte de uma escalada que busca desestabilizar o país, enquanto as forças militares israelenses teriam controle aéreo sobre grande parte do espaço aéreo da capital.
Em meio ao caos, surgiram intracenas de poder dentro do governo sobre como lidar com a crise — entre uma postura mais rígida de defesa e eventual busca por recalibrar relações com o Ocidente. Analistas destacam que a situação evidencia fragilidade institucional em meio a um conflito que já se estende por semanas.
O governo iraniano afirmou que não pretende retomar negociações suspensas recentemente, citando a necessidade de resistência e defesa nacional. Em paralelo, o governo dos EUA afirmou que parte do objetivo é despor de capacidades de defesa iranianas, enquanto líderes estrangeiros pedem contenção e apelo pela proteção de civis.
Civis pagam um preço alto: escolas e hospitais foram atingidos, com danos a propriedades civis reportados em várias cidades. Em Minab, no sul, milhares participaram de velórios de dezenas de vítimas de um ataque anterior a uma escola, em meio a investigações da ONU sobre responsabilidades.
Fatores externos continuam a influenciar o cenário. Autoridades iranianas acusam a atuação de agentes estrangeiros em países vizinhos, enquanto a comunicação oficial enfatiza a unidade nacional diante da agressão. Palavras oficiais reiteram que o objetivo é defender o território e evitar distrações externas.
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