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Líbano proíbe atividades militares do Hezbollah após ataques a Israel

Líbano proíbe atividades militares do Hezbollah após ataques do grupo, que provocaram retaliações israelenses e elevam a tensão regional

Hezbollah é um grupo islâmico que prega o fim do Estado de Israel e tem boa relação com o Hamas Imagem: Ahmad Al-Rubaye/AFP
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  • O governo do Líbano decidiu proibir, em medida inédita, todas as atividades militares do Hezbollah e exigir que o grupo entregue suas armas.
  • O Hezbollah informou ter feito ataques com foguetes e drones contra Israel na madrugada desta segunda, em retaliação ao que chamou de assassinato do líder supremo iraniano.
  • Israel respondeu atacando bairros do sul de Beirute e dezenas de povoados no Líbano, com saldo de pelo menos 52 mortos e 154 feridos, segundo o governo libanês.
  • O Exército de Israel afirmou ter atingido mais de setenta instalações ligadas ao Hezbollah no sul do Líbano, incluindo o escritório da Al-Manar TV em Beirute.
  • O primeiro-ministro Nawaf Salam declarou repúdio do Estado libanês a ações militares do Hezbollah, enquanto o pânico se instaurou em Beirute com deslocamentos de civis; a embaixada dos EUA pediu que cidadãos deixem o país.

O governo do Líbano proibiu, nesta segunda-feira, as atividades militares do Hezbollah, em uma medida sem precedentes. A decisão ocorre após ataques do movimento apoiado pelo Irã terem levado o país a mais um capítulo da crise regional contra Israel.

Os ataques do Hezbollah, anunciados na madrugada desta segunda, foram respostas a ataques israelenses contra o Irã e o que o grupo descreve como falhas no cumprimento de acordos de cessar-fogo. Navios de guerra e drones teriam sido usados, aumentando a tensão na região.

Em Beirute e no sul do Líbano, Israel intensificou bombardeios, mirando alvos da organização. O Exército israelense informou ter atingido mais de 70 instalações ligadas ao Hezbollah, incluindo depósitos de armas e bases de lançamento.

Até o momento, as ofensivas resultaram em pelo menos 52 mortos e 154 feridos, segundo autoridades libanesas. O governo pediu cooperação das instituições para evitar escalada e preservar a segurança civil.

O primeiro-ministro Nawaf Salam afirmou ao gabinete que o Estado libanês repudia ações militares lançadas do território fora de instituições legítimas. A proibição visa obrigar o Hezbollah a entregar suas armas, segundo a declaração oficial.

Em nota divulgada pelo Hezbollah, o aparato militar do grupo classificou as ações como resposta aos ataques de Israel desde a suspensão de algumas operações, destacando direito defensivo e político. O texto não mencionou a relação com o Irã.

Beirute viveu momento de pânico, com trânsito congestionado e moradores fugindo para outras regiões. Vídeos e relatos de cidadãos mostraram deslocamento massivo, reforçando o temor de uma escalada contínua.

As ações israelenses atingiram, entre outros alvos, instalações associadas à Al-Qard al-Hassan, empresa financeira vinculada ao Hezbollah, sancionada pelos Estados Unidos. Ainda houve ataques contra a emissora Al-Manar, no sul de Beirute.

A embaixada dos EUA no Líbano pediu que cidadãos americanos deixem o país com urgência. As autoridades locais reiteraram o desejo de evitar envolvimento direto no conflito que se estende desde ataques contra o Irã.

Medidas do governo e desdobramentos

O Líbano já havia sinalizado, no ano anterior, a intenção de desarmar parcialmente o Hezbollah, após uma guerra com Israel encerrada em 2024. Mesmo assim, o grupo manteve presença significativa no governo e no Parlamento, complicando a resposta oficial.

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