- O embaixador do Irã na ONU, Ali Bahreini, afirmou que Teerã não entrou em contato com os Estados Unidos para negociações de paz nem sobre retomar o diálogo sobre o programa nuclear.
- Bahreini disse que, por enquanto, há dúvidas sobre a utilidade de negociações e que a “linguagem da defesa” é a única para falar com os EUA.
- Na semana passada, negociadores iranianos e norte-americanos estiveram em Genebra com mediadores, levando a algum progresso, mas dois dias depois os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã.
- Explosões voltaram a sacudir Teerã na terça-feira, e os mercados globais reagiram com quedas devido ao temor de interrupção no fornecimento global de energia.
- O Irã respondeu com ataques de mísseis e drones a alvos no Golfo e em Israel, e houve medidas que restringem o tráfego no estreito de Hormuz, afetando o petróleo e o gás.
AliBahreini, embaixador da missão iraniana na ONU, afirmou em Genebra que Teerã não contactou os EUA, nem direta nem indiretamente, sobre negociações para desescalar o conflito ou retomar negociações sobre o programa nuclear. A declaração ocorreu três dias após ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã.
Explosões voltaram a abalar Teerã na terça-feira, enquanto os mercados globais caíram devido ao temor de interrupções prolongadas no abastecimento de energia. Trump e Netanyahu têm respostas abertas sobre a duração da ofensiva, sem indicar prazo definido.
O embaixador iraniano disse ainda que, por enquanto, não há utilidade em negociações, enfatizando que o único idioma aceitável para conversar com os EUA é o da defesa. Ele reforçou que não há expectativa de negociação neste momento, segundo relatos de jornalistas em Genebra.
Diplomacia: posição de Teerã
Segundo Bahreini, negociações entre representantes iranianos e americanos ocorreram em Genebra na semana anterior, com a mediação de Omã, e teriam mostrado avanços. Contudo, as ações de Estados Unidos e Israel, iniciadas dois dias depois, interromperam as perspectivas de um acordo imediato.
O Irã respondeu com ataques a áreas no Golfo, incluindo alvos no Iraque e em território israelense, além de interromper rotas de navegação pelo Estreito de Ormuz. O objetivo da contraofensiva é descrito como defesa e paridade estratégica, conforme relatos oficiais.
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